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Um grupo de indígenas da Colômbia derrubou a estátua do conquistador espanhol Sebastian de Belalcázar

Grupos afirmam que ele foi um genocida. O prefeito da cidade afirmou que ela será reconstruída. (Foto: Reprodução de vídeo)

Grupos indígenas da comunidade Misak, da Colômbia, derrubaram uma estátua equestre de um colonizador espanhol, Sebastián de Belalcázar, no Estado de Cauca na quarta-feira (16).

Eles amarraram cordas, puxaram e derrubaram o monumento. Os manifestantes protestavam contra a violência na região.

Sebastián de Belalcázar foi o fundador de Quito, no Equador, em 1534. Ele era da cidade espanhola de Córdoba.

O Movimento de Autoridades Indígenas do Sudoeste da Colômbia (Aso) argumentou que Belalcázar cometeu crimes como genocídio e expropriação de terras de povos que habitavam a região.

Segundo a AISO, essas denúncias se baseiam em crônicas, relatos históricos, e arquivos, entre outras fontes que vão desde textos acadêmicos a “histórias confiáveis da tradição oral de nossos povos ancestrais “.

A prefeitura da cidade de Popayán, onde houve o incidente, afirmou que a estátua foi erguida em 1937, para comemorar os 400 anos da fundação da cidade. O prefeito afirmou que ela será reconstruída.

Farc

No começo desta semana, a ex-guerrilha e hoje partido político Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pediu perdão publicamente às milhares de pessoas que sequestrou e expressou arrependimento pela dor que causou.

“O sequestro foi um grave erro do qual não podemos fazer nada além de nos arrepender”, disse a direção do partido na mensagem de desculpa mais contundente que já enviou desde que a paz foi decretada em 2016.

A ex-organização rebelde mais poderosa da América, envolvida em conflitos de quase seis décadas, admitiu que o “sequestro feriu a legitimidade e credibilidade” do movimento armado contra o Estado colombiano. A Justiça de Paz da Colômbia investiga mais de 20 mil sequestros realizados pelos rebeldes que abandonaram as armas, de acordo com a agência France Presse.

“Este lastro hoje pesa na consciência e no coração de cada uma e cada um de nós”, completou em declaração pública.

A ex-guerrilha responde por atrocidades no tribunal criado após os acordos de paz que permitiram a desmobilização de cerca de 13 mil rebeldes, incluindo 7 mil combatentes.

Na mensagem, o partido Farc garante entender a dor que causou a “tantas famílias” e citou o caso de Andrés Felipe Pérez, uma criança de 12 anos que morreu de câncer em 2001 enquanto seu pai, um cabo da polícia, estava no poder dos rebeldes. O pai acabou assassinado em cativeiro.

“Sentimos como uma facada no coração a vergonha que nos produz não ter escutado o clamor de Andrés Felipe Pérez. Não podemos devolver o tempo perdido para evitar a dor e as humilhações que causamos a todos os sequestrados”, diz o partido.

Entre os 20 mil sequestros investigados pela Justiça de Paz está o da franco-colombiana Ingrid Betancourt, que passou seis anos presa em cativeiro antes de ser libertada em uma operação militar em 2008.

Os dirigentes da ex-guerrilha, que além de sequestros respondem a acusações de recrutamento de menores, poderão receber penas de até 20 anos de prisão.

O Acordo de Paz com as Farc foi assinado em 2016 com o governo de Juan Manuel Santos. Embora tenha sido rejeitado em um referendo popular – um duro golpe contra o governo-, o acordo sucedeu três tentativas fracassadas durante os governos de Belisario Betancur, César Gaviria e de Andrés Pastrana.

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