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Um homem foi expulso de um avião após ataques racistas a uma comissária de bordo na Espanha

Casos de expulsão ocorrem por variados motivos. (Foto: Reprodução)

Um caso de racismo chamou atenção na Espanha nesta semana. Um vídeo gravado por passageiros da companhia Binter Canarias mostra um passageiro gritando “não quero negros perto de mim” assim que uma das comissárias se aproxima.

Logo após os ataques, outro comissário surge para pedir que o passageiro recolha sua bagagem de mão e se retire da aeronave. Logo depois, a polícia se aproxima para retirá-lo do voo, que ia das Ilhas Canárias à cidade de La Palma.

As imagens do voo geraram revolta da internet e muitos seguidores aplaudiram a atitude da tripulação e condenaram os ataques racistas do senhor, que não foi identificado.

Ao jornal ElTime.es, a companhia lamenta o problema e elogia os tripulantes que tomaram uma atitude para proteger o colega.

Expulsão inusitada

Recentemente um piloto decidiu fazer um pouso de emergência porque um passageiro estava com gases e se recusou a parar de soltá-los. O caso aconteceu durante um voo da Transavia, que ia de Dubai, nos Emirados Árabes, para Amsterdã,na Holanda.

Um passageiro reclamou aos comissários de bordo sobre o comportamento de seu companheiro de poltrona e a tripulação pediu para que o homem parasse com a flatulência. Como ele continuou soltando os gases, os comissários avisaram o piloto, que decidiu pousar em Viena, na Áustria, antes de seguir para o destino.

Oficiais do aeroporto entraram na aeronave com cães e retiraram o homem do local. Segundo o jornal Daily Mirror, um policial disse que, além dos gases, o homem havia começado uma briga com outros passageiros.

Ainda segundo o jornal, a Transavia confirmou o fato e disse que “os comissários são treinados para assegurar um voo seguro a todos os passageiros”.

Gilmar Mendes

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes – que foi recebido com tomates na chegada a um evento na capital paulista nesta segunda-feira (19) – também já foi alvo de protestos e precisou se retirar de um voo. Em janeiro ele foi hostilizado por passageiros de um voo que partiu de Brasília rumo a Cuiabá (MT) e teria saído acompanhado pela PF (Polícia Federal).

As críticas ao ministro foram registradas em vídeos compartilhados em redes sociais.

“Vai soltar o Lula também depois? E o Aécio, questionaram passageiros.

“O STF não presta para nada. Tem que fechar aquilo lá”, continuaram, referindo-se ao ministro como “vergonha para o país”, “vergonha para a família brasileira” e utilizando termos mais chulos como “cagão”.

O ministro não reagiu às manifestações. Em um outro vídeo, é possível ver que ele ficou mexendo no celular enquanto era hostilizado.

Um comissário e o comandante precisaram pedir no sistema de som da aeronave que os passageiros desligassem equipamentos eletrônicos e ficassem sentados.

Quando o comandante disse que chamaria a Polícia Federal, foi aplaudido. Passageiros gritaram “fora, Gilmar”.

“Vira homem, rapaz. Precisa de Polícia Federal? Está fazendo coisa errada?”, gritou um manifestante. “Somos cidadãos de bem, ao contrário dos vagabundos que você solta”, continuou.

O plantão da PF no aeroporto de Cuiabá não chegou a confirmar na ocasião se a polícia se dirigiu ao avião para escoltar Gilmar Mendes no desembarque.

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