Na madrugada desse sábado, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher em Canoas prendeu preventivamente um homem por ameaça e descumprimento de medida protetiva de urgência. Ele havia feito ameaças de morte contra a ex-companheira e o advogado dela ainda no Fórum de Justiça, após o cancelamento de uma audiência.
Segundo a delegada Clarissa Demartini, ele passou a rondar as residências da mulher e do encarregado de sua defesa, além de enviar mensagens intimidatórias. O caso foi denunciado e ele passou a ser alvo de um mandado de prisão.
Agentes da Polícia Civil que monitoravam o indivíduo (cuja identidade não foi informada) conseguiram capturá-lo em uma casa noturna da cidade na Região Metropolitana. Ele participava de uma festa quando recebeu voz-de-prisão. A ação fez parte da Operação Marias, cujo objetivo é a prisão cautelar de agressores, seja em flagrante delito ou por decretação de prisão preventiva.
“As equipes estão mobilizadas de forma ininterrupta, a fim de garantir a integridade física e psicológica das mulheres em situação de violência doméstica”, ressaltou a delegada Clarrissa. Essa postura é corroborada pelo diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, Mario Souza: “Já são 20 agressores presos apenas nos meses iniciais deste ano. O enfrentamento a esse tipo de crime é uma prioridade”.
Submetralhadora
Em uma casa na periferia de Cachoeirinha, a Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) apreendeu em Cachoeirinha uma submetralhadora, uma pistola e munição. O material estava com um homem de 33 anos, foragido do sistema penitenciário e que foi preso no local.
Considerado de alta periculosidade, ele vinha sendo investigado durante 45 dias, até que o seu esconderijo acabou descoberto. O indivíduo possui diversos antecedentes por crimes como homicídio qualificado, roubo a estabelecimento comercial, tráfico de drogas e porte ilegal de arma-de-fogo. A Polícia Civil suspeita de vinculação a uma quadrilha de assaltos a banco.
Prisão inusitada
Já em Caxias do Sul a Polícia Civil registrou um incidente inusitado na última sexta-feira. Ao procurar uma Delegacia para registrar uma ocorrência de agressão, Alex Santos de Oliveira, 22 anos, acabou atrás das grades. Motivo: o reclamante constava como foragido da Justiça.
Um mandado de prisão preventiva contra ele havia sido expedido no início de fevereiro pela comarca de João Pessoa, capital da Paraíba e distante cerca de 3,7 mil quilômetros. Revoltado ao saber que seria recolhido ao xadrez, ele causou um princípio de tumulto na unidade, o que exigiu o reforço de soldados da Brigada Militar para contê-lo.
Já mais um pouco mais calmo e recolhido ao xadrez, o homem disse que chegou há mais um mês à cidade na Serra gaúcha, sozinho. De acordo com ele, a suposta agressão que o motivou a procurar a Delegacia ocorreu na estação rodoviária local, quando tentava comprar uma passagem para o município de Lajeado.
(Marcello Campos)
