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Um juiz decidiu que a masturbação em público não é crime na Itália

Em setembro do ano passado, a Corte Suprema da Itália já havia decidido que a masturbação em público não é crime, desde que não seja realizada na presença de menores. Na foto, a Fontana di Trevi. (Foto: Reprodução)

A Justiça de Turim determinou que a masturbação em público não é crime depois de rejeitar um pedido de prisão de um marroquino que praticou o ato e ejaculou nas roupas de uma mulher dentro de um ônibus na Itália.

De acordo com o juiz da Corte da região de Piemonte, a masturbação é um “simples ato obsceno” e “não há agressão sexual sem contato físico com a vítima”. A decisão ocorreu após o Tribunal analisar o caso da italiana Alessandra Cecchelli. Ela estava em pé dentro de um ônibus, quando um marroquino, 27 anos, se aproximou de seu corpo e começou a se masturbar. Na ocasião, o transporte estava cheio de passageiros, mas não perceberam o ato. Uma vez satisfeito, o homem desceu do ônibus. No entanto, após o acontecimento, um grupo de pessoas viram as roupas de Cecchelli sujas. A cena também foi gravada pelas câmeras de segurança do veículo.

“Na história da mulher não existem elementos para confirmar que a fricção masturbatória e a ejaculação foram feitas nas pernas dela. Por isso é difícil qualificar o gesto como violência sexual”, diz o relatório do magistrado.

Em setembro do ano passado, a Corte Suprema da Itália já havia decidido que a masturbação em público não é crime, desde que não seja realizada na presença de menores. A medida é isenta de infração.

Uber

Uma modelo de São Paulo viveu momentos de tensão ao embarcar em um Uber no final de julho. A jovem contou, por meio do Twitter, que o motorista do carro começou a se masturbar durante a viagem em que ela estava e que foi possível ouvi-lo gemendo. Ela fez um print com os dados do homem e publicou na rede social. Mais de 23 mil pessoas compartilharam o post em apoio à moça, que também tem sido acusada de mentir sobre o caso.

No Twitter, Manuela disse que selecionou a opção UberPool – quando a mesma viagem pode ser dividida por passageiros diferentes -, e que o motorista informou que não pegaria mais nenhum usuário do serviço. Em determinado momento, ela começou a ouvir gemidos e percebeu que o homem estava se masturbando. Depois que conseguiu desembarcar, o denunciou na web para alertar outras mulheres e à Uber, para que a empresa tome as medidas cabíveis.

A jovem ainda relata ter sido acusada de mentir sobre o caso, já que alguns internautas a questionam sobre o fato de não ter interrompido a viagem quando percebeu a situação. “A pior parte de divulgar na internet tentando ajudar outras garotas é ver gente dizendo que eu to mentindo”, escreveu na rede social. “Realmente vocês não pensam na merda q eu passei pra chegar aqui e mentir né?”, questionou. “E ai se o cara tranca a porta e some comigo?”, continuou ao responder uma internauta sobre o motivo de não mandar parar o carro.

A Uber entrou em contato com a modelo  para falar sobre o ocorrido. À imprensa, a empresa se limitou a informar que o comportamento adotado pelo motorista  “não é tolerado ” e que o mesmo “já foi banido da plataforma”.

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