O governo do Rio Grande do Sul noticiou a chegada de mais um lote de vacinas contra o coronavírus. Desta vez, são 187,8 mil doses da Coronavac, imunizante da farmacêutica chinesa Sinovac e que no Brasil é produzido em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. O desembarque foi realizado por volta das 20h desta terça-feira (9) no Aeroporto Salgado Filho.
De acordo com informações da Secretaria Estadual da Saúde (SES), as ampolas serão repassadas a todas as regiões do mapa gaúcho, conforme critérios de proporcionalidade. O público-alvo são profissionais de saúde e idosos que precisam receber a segunda dose (a Coronavac prevê um intervalo de aproximadamente um mês entre cada injeção).
Desde a segunda metade de janeiro, o Rio Grande do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 1,09 milhão de unidades das duas vacinas em uso no País: a Coronavac e a de Oxford/AstraZeneca (produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, sediada no Rio de Janeiro).
Os imunizantes foram distribuídos aos municípios de forma igualitária, seguindo a população dos grupos prioritários. Na tarde desta terça-feira, o painel de acompanhamento da vacinação no Estado registrava ao menos 558 mil aplicações de primeira dose e 143,9 mil em segunda dose.
Intubação
O abastecimento de medicamentos do chamado “kit intubação” nos hospitais gaúchos voltou à pauta da SES, devido ao aumento da demanda por leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) nas últimas semanas. São sedativos, relaxantes musculares e anestésicos para a realização de intubação de pacientes suspeitos ou confirmados de Covid – produtos cuja compra é de responsabilidade dos hospitais.
Em reunião com a Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul nesta terça-feira, a equipe diretiva da Secretaria apresentou dados do acompanhamento semanal realizado na rede hospitalar. O objetivo é auxiliar os gestores das instituições a manterem os estoques sempre abastecidos.
Conforme levantamento apresentado pelo diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica, Roberto Schneiders, uma pequena porcentagem dos hospitais está com problemas críticos de abastecimento, enquanto outros têm estoques para mais de seis meses, dependendo do medicamento.
A SES está encaminhando uma reunião dos gestores de instituições hospitalares com os fornecedores desses medicamentos, mas também incentiva e valoriza o remanejo de medicamentos entre os hospitais, ressaltou o dirigente:
“Desde o início da pandemia, estamos trabalhando para manter os hospitais abastecidos, uma vez que este problema de escassez de medicamentos para intubação e a alta demanda acontece não apenas no Estado, mas no cenário nacional. A partir de dados dos próprios hospitais, vemos que há uma grande variação do tempo de cobertura dos estoques desses medicamentos entre os hospitais no Estado”.
Para solucionar um possível desabastecimento, e SES ainda trabalha em um diagnóstico detalhado dos motivos da falta do medicamento, contatando hospitais e os principais fabricantes no país, assim como a aquisição excepcional pelo Estado e solicitação de doação de insumos disponíveis junto ao Ministério da Saúde.
Entre julho e agosto de 2020, a Secretaria realizou a compra e distribuição excepcional de anestésicos para a rede hospitalar, em um período de dificuldade de aquisição desses medicamentos e para garantir o melhor atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
(Marcello Campos)
