Nesse fim de semana, a Polícia Civil gaúcha apreendeu 216 quilos de maconha em um depósito improvisado por criminosos em uma casa no bairro Canudos, em Novo Hamburgo. Ao menos dois homens (40 e 28 anos) e uma mulher (37) foram presos em flagrante por tráfico e organização criminosa – um quarto indivíduo (38) conseguiu escapar, mas já foi identificado e está na mira da corporação.
A ação se deu no âmbito da operação Reduto, deflagrada pelo Denarc (Departamento de Investigações do Narcotráfico) para combater o tráfico de drogas no Rio Grande do Sul. Antes de entrar na residência, os policiais realizaram uma campana de quase 20 horas, vigiando de perto o local.
Investigações haviam apontado a existência de um ponto utilizado por integrantes de uma facção criminosa do Vale do Sinos para armazenar entorpecentes e outros itens. Segundo a corporação, o material teria como destino a distribuição em áreas controladas por uma facção criminosa que atua no Vale do Sinos.
De acordo com os delegados Thiago Bennemann e Vladimir Urach (diretor do Denarc), as diligências começaram na tarde de sábado e prosseguiram por várias horas. Além dos mais de 200 quilos de maconha, foram apreendidos uma pistola calibre 380, um falso fuzil, munição, celulares, três carros, uma motocicleta, balança digital e equipamento para embalar drogas. Também foi encontrada no local uma quantia em dinheiro-vivo (aproximadamente R$ 7 mil).
O lote detalhado pela Polícia Civil estava distribuído em 244 “tijolos” da droga (em um total de 206 quilos), mais 21 sacos (nove quilos) da erva in natura recém-colhida e embalada à vácuo. “Trata-se de uma versão do entorpecente com alto teor de THC [tetraidrocanabinol, o princípio psicoativo da maconha]”, ressaltou Bennemann.
Ingressos
Em Porto Alegre, a Decon (Delegacia de Polícia de Proteção ao Consumidor, Saúde Pública e Propriedade Intelectual, Imaterial, Industrial e Afins), ligada ao Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), realizou uma operação especial nas imediações da Arena do Grêmio. O foco foi a atuação irregular de cambistas durante o jogo entre Venezuela e Peru pela Copa América.
A fiscalização se deu por meio de abordagens que resultaram na apreensão de pelo menos 15 ingressos, alguns deles de venda proibida, bem como a cerca de R$ 1,6 mil e US$ 400. “Cabe destacar que além de não ser permitido esse tipo de comércio, os bilhetes eram oferecidos a preços exorbitantes”, ressaltou o delegado responsável, Joel Wagner.
Os envolvidos são dois brasileiros e três peruanos. Eles foram apresentados no posto policial da 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre (Arena) e, posteriormente, ao Juizado Especial do Torcedor. Outros cambistas foram abordados, revistados e identificados, mas não praticavam venda abusiva e nem portavam ingressos falsificados.
(Marcello Campos)
