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Uma companhia aérea vai oferecer um assento-sofá na classe econômica em seus voos

O assento-sofá estará disponível a partir do meio de 2018 para voos em Boeing 777 e 787-9 da companhia. (Foto: Air New Zealand/Divulgação)

Viajar barato é garantia de aperto. E não só no bolso. Quem nunca deu uma olhadinha de inveja para o espaço dos assentos da classe executiva? Uma companhia aérea da Nova Zelândia, no entanto, criou assentos-sofá em algumas de suas aeronaves e virou o sonho de todo passageiro.

Chamado de Skycouch, o assento da Air New Zealand é ideal para quem está viajando em família, tem bebê pequeno, está em casal ou só quer mais espaço e conforto nas viagens. Ele estará disponível a partir do meio de 2018 para voos em Boeing 777 e 787-9 da companhia.

Haverá também um assento especial para mães e bebês pequenos, com cintos especiais para a criança. A companhia não informa exatamente qual é a taxa para este tipo de assento e diz que ela vai variar de acordo com o número de passageiros que escolherem o “sofá” em cada voo.

Crianças

Quem tem filho sabe: viajar de avião com bebês e crianças não é nada fácil. Choro, inquietação, gritos e tentativas de levantar do assento são problemas comuns. Entre os vizinhos de poltrona, as reações se dividem entre solidariedade e irritação.

Lá fora, a questão ganhou tal força que é alvo de amplos debates na mídia especializada, redes sociais e entre as companhias aéreas. No Brasil, as companhias não encaram o tema como prioridade, mas dizem ter tratamento especial e treinamento para lidar com o incômodo que a situação pode gerar.

No ano passado, uma pesquisa do site Airfarewatchdog constatou que 52% de seus leitores acreditam que famílias com crianças com menos de 10 anos deveriam ficar em uma seção à parte de outros passageiros.

E algumas companhias estrangeiras, como IndiGo, Scoot Airlines, AirAsia e Malaysia Airlines, contam com uma separação em aeronaves específicas, chamado de “child-free zones” (zonas sem crianças).

À Business Insider, o analista Vinay Bhaskara afirma que o mais recomendado é os pais tentem de alguma maneira compensar os outros passageiros pelo incômodo. Desculpas antecipadas, um agradinho do carrinho de comidas e bebidas, ou, como o ator George Clooney fez em um voo em que estava com seus bebês gêmeos, distribuir protetores de ouvido aos colegas de assento são algumas ideias para deixar todo mundo mais tranquilo.

GOL, LATAM e Azul afirmam que as reclamações dos brasileiros sobre esse tema são poucas e não preveem separação de crianças ou de adultos atrás de silêncio em áreas especiais, mas dizem que situações com crianças podem ser contornada com treinamento e, claro, um pouco de paciência e empatia dos passageiros.

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