O corpo da jovem Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, foi encontrado na tarde de quinta-feira (2) em um riacho entre as cidades de Frutal e Itapagipe, no interior de Minas Gerais. Kelly foi encontrada seminua, mas não é possível afirmar se houve violência sexual porque ainda não foram realizados exames. Segundo a Polícia Militar, a suspeita de crime não foi descartada. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal.
Na noite de quinta-feira, policiais militares prenderam três homens suspeitos da morte da jovem. Eles foram localizados na cidade de São José do Rio Preto (a 438 km de SP) e foram levados a Frutal. A jovem estava desaparecida desde a tarde de quarta-feira (1º). Ela havia combinado uma carona com um casal pelo WhatsApp, mas somente um homem apareceu.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito disse que entrou no grupo para cometer o crime e afirmou que outros dois participaram da ação. Ele havia fugido do sistema prisional e estava sendo procurado.
Câmeras de segurança de um pedágio em Minas Gerais mostram Kelly ao volante. Quando o carro volta, o homem aparece sozinho. O veículo foi achado sem as rodas em uma estrada rural em São Paulo, às 10h de quinta.
Namorado
A vítima conversou com o namorado horas antes de desaparecer. Kelly relatou por mensagem enviada pelo aplicativo de bate-papo que apenas um rapaz decidiu viajar. O engenheiro civil Marcos Antônio da Silva, de 28 anos, chegou a demonstrar preocupação com a viagem: “Cuidado”, escreveu horas antes do desaparecimento.
Segundo ele, Kelly saiu de São José de Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe na quarta-feira (1º). Ela passaria o feriado prolongado com a família de Marcos.
O rapaz relatou que, durante as últimas trocas de mensagens entre o casal por WhatsApp, na noite de quarta, a jovem escreveu, por volta de 18h35min, que estava iniciando a viagem e que uma menina havia desistido da carona. Já às 19h23min, ela voltou a enviar notícias, comunicando que estava abastecendo o veículo. A última vez que Kelly acessou o aplicativo foi às 19h24min.
“Ela era acostumada a viajar e compartilhar carona e, geralmente, me mandava foto de quem era a pessoa que iria acompanhá-la. Dessa vez, como foi uma moça que ligou para ela combinando por telefone, não tinha imagens. Na ligação, ela me contou que iria esta moça e o namorado dela, mas, na hora de embarcar, só o rapaz apareceu. Eu sempre ficava preocupado com ela e mandei mensagem pedindo para ela tomar cuidado. Às 20h23min, voltei a procurá-la e ela não apareceu mais”, contou o engenheiro civil.
“Assim que percebi que ela estava demorando muito eu comecei a procurá-la e como não achei acionei a polícia. Durante as buscas em uma mata perto da MG-255, eu achei a calça dela, que estava do avesso, bem suja e um pouco molhada. Depois disso, os militares encontraram o corpo”, disse Marcos.
