Mais uma mulher morreu no Rio de Janeiro depois de fazer um procedimento estético de preenchimento dos glúteos. A microempresária Fernanda de Assis, de 29 anos, chegou a ser levada para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona norte, mas não resistiu.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Fernanda deu entrada no Albert Schweitzer às 8h50 da última sexta-feira, 12, com edemas nos glúteos. Ainda segundo a direção da unidade, a microempresária reclamava de dificuldade respiratória. Na manhã de sábado,13, a vítima sofreu complicações e precisou ser entubada e, no início da tarde, sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu pouco depois das 14h40.
O caso está sendo investigado pela 31ª Delegacia de Polícia, de Ricardo de Albuquerque, na zona norte. O companheiro da empresária morta, o comerciante Alex Fernando, deve prestar depoimento hoje sobre o caso. Em vídeo que circula nas redes sociais, ele diz que foi procurado pela pessoa que fez o procedimento e que ela teria oferecido dinheiro a ele para ficar calado. No vídeo, ele diz ainda que não queria que a namorada fizesse o procedimento.
Em julho deste ano, o médico Denis César Barros Furtado, de 45 anos, conhecido como Dr. Bumbum e a mãe, a médica Maria de Fátima, de 66, foram presos em um centro empresarial na Barra da Tijuca, aonde tinham ido para conversar com o advogado, Marcus Braga. Eles são acusados pelo homicídio de Lilian Calixto, de 46 anos, que se submeteu a aplicação de silicone nos glúteos, com o polímero contraindicado, o PMMA. Furtado responde pelo homicídio qualificado e ficará preso por prazo indeterminado. A mãe está em liberdade e terá de cumprir medidas cautelares.
Pagamento
O procedimento estético que pode ter causado a morte da microempresária Fernanda de Assis, no último sábado, custou R$ 1 mil. Além disso, foi feito na casa da própria vítima e por uma pessoa que não é médica. As informações são do delegado responsável pelo caso, Roberto Ramos. Fernanda fez preenchimentos nos lábios e nos glúteos.
“Já temos bastante dados, mas não podemos revelar a identificação da autora pra não atrapalhar as investigações. Já vieram prestar depoimento familiares e uma amiga da vítima, que teria indicado a pessoa que fez o procedimento. Segundo as informações que tenho, a vítima teria pago R$ 1 mil. E o procedimento teria sido feito na casa da vítima”
A autora, diz ele, vai responder por homicídio e exercício ilegal de medicina. O procedimento foi realizado no último dia 4.
“A Fernanda já tinha feito o mesmo procedimento antes, com outra pessoa. Então a pessoa que fez isso na Fernanda sabia do risco”.
Fernanda morreu de parada cardiorrespiratória no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste do Rio. Ela tinha lesões no glúteo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com parentes, a microempresária foi até uma clínica na semana passada para aplicar um produto de preenchimento de glúteos. Foi a segunda vez que ela se submeteu à cirurgia.
“Minha mulher morreu em decorrência de um procedimento ilegal. Ela fez escondida, eu não sabia e sou contra. Assim que soube, prestei logo socorro mas ela veio a óbito”, contou Alex Fernando, namorado da microempresária.
Alex contou que não vai falar o nome da profissional responsável pelo procedimento estético.
“Não vou falar o nome da pessoa para não atrapalhar as investigações. Mas divulgaram que eu disse que ela me ofereceu R$ 1 milhão, mas isso não procede. O que eu disse foi que nem se ela me oferecesse 1 milhão eu aceitaria, porque a única coisa que queria era a vida da minha mulher de volta”, explicou.
