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Uma pesquisa aponta que 32% dos caminhoneiros não estão encontrando alimentação nos postos

18,4% relataram que os preços da alimentação estão “mais caros que o normal”. (Foto: Thomaz Silva/Agência Brasil)

A partir de relatos de caminhoneiros sobre problemas encontrados nas estradas durante a pandemia de coronavírus, a FreteBras, plataforma online de transporte de cargas, fez uma pesquisa sobre os principais problemas encontrados pelos motoristas. Segundo a pesquisa, 32% dos caminhoneiros responderam que alimentação “não está disponível”, provavelmente em função de decretos municipais e estaduais que levaram ao fechamento de estabelecimentos considerados não essenciais. Também 18,4% relataram que os preços da alimentação estão “mais caros que o normal”.

Sobre o funcionamento da ducha nos postos, a resposta de 18%dos caminhoneiros foi que “não estava disponível” e 20,1% deles relataram que onde tinha ducha, a água estava “suja”. Outro ponto crítico foram os serviços de borracharia e mecânica – 31% responderam que “não estão funcionando” e outros 11% confirmaram que estão “mais caros do que o normal”.

O levantamento também apontou outro problema. Segundo 23% dos caminhoneiros, o preço do diesel está “mais caro do que o normal”.

“Se os caminhoneiros não encontrarem uma infraestrutura adequada nas rodovias, corremos o risco de interromperem suas viagens, o que irá agravar ainda mais a crise que estamos enfrentando com um desabastecimento geral de itens de primeira necessidade”, disse, em nota, Bruno Hacad, diretor de operações da empresa.

Os motoristas têm utilizado WhatsApp para se informarem uns com os outros sobre as situações em cada cidade, e a Fretebras também tem disponível online a situação de postos em todo o Brasil, com detalhes sobre higiene e horário de funcionamento.

Kits de alimentação

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta terça-feira (31) a distribuição de 140 mil kits de alimentação para caminhoneiros que circulam em 19 das principais rodovias do Estado.

A ação, promovida pela Secretaria de Logística e Transportes e pela Artesp, com apoio de empresas concessionárias, vai se estender até o dia 30 de julho e faz parte das medidas implementadas pelo Governo de São Paulo no enfrentamento à crise provocada pela pandemia do coronavírus.

“São Paulo tem 19 das 20 melhores rodovias do País e elas contarão com a distribuição de kits de alimentação exclusivos para motoristas de caminhões. Essa é uma medida de incentivo e respeito aos caminhoneiros que estão ajudando a manter viva a atividade de abastecimento de alimentos, remédios e outros itens, à população do Estado de São Paulo e de outros Estados, considerando que São Paulo representa 40% da economia do País”, afirmou Doria.

Os caminhoneiros podem receber marmitex com refeição completa, embalagens com lanches ou vales refeição. Os pontos de distribuição variam de acordo com cada rodovia, podendo funcionar em praças de pedágio, postos de pesagem ou postos de combustível.

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