Os franceses se tornaram mais otimistas sobre o futuro do que em qualquer período nos últimos oito anos, indicou uma pesquisa na terça-feira, desmentindo a reputação nacional de uma nação de pessimistas.
Segundo pesquisa da Harris Interactive para a rádio RTL, 59 por cento dos franceses estavam mais otimistas para 2018, o nível mais alto desde 2010 e 15 pontos acima de 2012.
Apoiadores do partido do presidente Emmanuel Macron eram os mais otimistas, indicou a pesquisa, enquanto os da Frente Nacional, da extrema-direita, eram os mais pessimistas.
“Há provavelmente um pouco de um efeito Macron”, disse o chefe de pesquisas políticas da Harris, Jean-Daniel Levy, apontando para uma renovada esperança de integração europeia, uma das prioridades políticas de Macron.
“Há em especial um sentimento de ter uma presidência que se levanta, com boas perspectivas no âmbito econômico”, disse.
“Não é somente o fim dos anos Hollande”, acrescentou Levy, se referindo ao amplo senso de desconforto que marcou o período de 2012 a 2017 do antecessor de Macron, o socialista François Hollande. “Os franceses escutam muito sobre um panorama melhor para crescimento, para empregos. Há sinais que mostram que a França está menos deprimida”.
Paz em 2018
Emmanuel Macron quer alcançar a paz em 2018 na batalha contra o extremismo islâmico na Síria, no Sahel e de África no próprio país.
No primeiro discurso de Ano Novo como Presidente, Emmanuel Macron, de 40 anos, afirmou que 2018 vai ser “crucial” para a França, para a Europa e para o mundo.
“No plano nacional, o ano de 2018 será o da coesão da nação. Nós estamos há muito tempo e muito frequentemente divididos. Os debates são necessários, mas as divisões minam o nosso país”, afirmou.
O presidente francês dirigiu-se diretamente aos cidadãos europeus, instando-os a expressar seus desejos sobre o que eles gostariam que a Europa se tornasse.
Apresentou-se como um líder forte e determinado e lançou críticas às divisões existentes dentro do país, pedindo mais união.
Na sua fala, o presidente francês incluindo uma mensagem curta, dirigida essencialmente aos jovens utilizadores das redes sociais, onde insistiu em dois pontos para 2018: a Europa e o compromisso dos franceses pelo seu país.
“Há dois combates que me são particularmente caros. O primeiro é o combate europeu: preciso de todos vocês. Jovens europeus de todos os países da União: participem nesta consulta cidadã para nos dizer qual a Europa que querem ! Ajudar-nos a reconstruí-la, a reconsolidá-la, a ter uma maior ambição europeia. Exprimam-se, avancem com projetos, ajudem a refundar a Europa, processo em que muito me impliquei. Mas a vossa participação é imprescindível. A segunda coisa que quero vos dizer é que preciso do vosso engajamento de todas e todos.
A vossa parte da missão, da nossa responsabilidade. A coesão do país não é só o presidente a poder assumi-lo. Por isso interroguem-se a cada nova manhã sobre o que poderão fazer pela França !”
Do que fica em 2017, descreveu a sua eleição como uma mudança profunda para o país e prometeu fazer o possível para que todas as vozes sejam ouvidas, garantindo que nunca deixará de agir.
De acordo com Emmanuel Macron, cada francês pertence a um coletivo maior e mais forte, que é a nação francesa. Ainda assim, segundo ele, muitas vezes, os franceses subestimam o seu potencial, mesmo sendo capazes de feitos excepcionais.
