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Uma quadrilha especializada no roubo de carros de luxo no Rio Grande do Sul teve mais 13 integrantes presos

Operação abrangeu cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre e também Florianópolis. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Uma operação deflagrada nesta sexta-feira (11) pela Polícia Civil prendeu mais 13 integrantes de uma quadrilha responsável por uma série de furtos e roubos de automóveis de luxo no Rio Grande do Sul. Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de prisão, busca e apreensão, além dos sequestro de veículos e bloqueios de contas bancárias na capital gaúcha, Alvorada, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, Tramandaí, Cidreira e Florianópolis (SC).

Ao menos dois veículos foram recolhidos. De acordo com a corporação, outros quatro investigados já haviam sido capturados durante as investigações, totalizando assim 17 prisões. As investigações começaram há cerca de nove meses, quando um casal foi preso em flagrante, na cidade de Cachoeirinha, com seis veículos furtados ou roubados e já clonados, além de documentos falsificados.

A partir daí, a polícia descobriu um esquema criminoso que consistia na prática de furtos e roubos de veículos de luxo sob encomenda e na clonagem desses automóveis. Os alvos da quadrilha eram carros com valor acima de R$ 150 mil. O bando é investigado por lavagem de dinheiro, roubo e furto de veículos, adulteração de sinais identificadores, receptação e uso de documentos falsos.

Conforme os delegados Rafael Liedtke, Marco Guns e Marcus Viafore, a operação desta sexta-feira contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, que capturou um criminoso gaúcho residente na praia dos Ingleses, em Florianópolis. Com ele foi apreendida um automóvel modelo BMW X3, avaliado em aproximadamente R$ 140 mil.

Integração

Também nesta sexta-feira, a Polícia Civil prestou apoio aéreo à PF (Polícia Federal) na extradição de um foragido da justiça gaúcha, denunciado pelo homicídio de um casal catarinense, cometido em 2015 na cidade de Canoas. Em virtude da alta periculosidade do preso, a operação contou com o apoio também de membros da Interpol.

O extraditado estava preso desde 2017 no Paraguai, que o entregou à PF. Ele atuava como pistoleiro e foi denunciado pela morte, em 2015, dos catarinenses Paulo César Raichaski e Solange Vargas, cujos corpos foram encontrados carbonizados, às margens da BR-448.

(Marcello Campos)

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