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União já deixou de pagar R$ 43 bilhões aos municípios,denuncia Ziulkoski

Paulo Ziulkoski fez balanço de prejuizos acumulados pelos municipios. Foto divulgação.

Ao falar nesta quarta-feira para milhares de gestores municipais reunidos no plenário onde se realiza em Brasília a 19ª. Marcha dos Prefeitos, o presidente da Confederação Nacional dos Municipios, Paulo Ziulkoski lamentou que no final de mandato dos prefeitos, existam muitas pendências difíceis de serem resolvidas.  Ziulkoski comentou que, entre os anos de 2010 e 2016, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação cresceu apenas 52%. Na contramão, o salário dos professores subiu de R$ 1.024,00 para R$ 2.135,24 no mesmo período. Outro ponto abordado por Ziulkoski foi o efeito cascata do salário mínimo sobre os cofres locais, que registrou elevação de 72,5%. Em 2010, ele era de R$ 510,00, chegando a atingir R$ 880,00 neste ano. Em outro exemplo, ele citou o custo da merenda escolar. “O repasse que vocês recebem é de R$ 0,30 para a merenda, quando na verdade os gastos chegam a uma média de R$ 2,50. É uma defasagem muito grande”, sinalizou.

O maior destaque porém, ficou com  o débito da União junto aos Municípios, por meio do Restos a Pagar. Dados da CNM mostram que esse calote  já soma R$ 43 bilhões. “Eu quero chamar a atenção de vocês para esse tema porque é um dos maiores desafios que o governo vai ter que discutir”, ressaltou Ziulkoski.

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