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Uruguai é o primeiro país da América Latina a vacinar menores contra covid-19

A informação foi adiantada ontem pela imprensa americana. (Foto: Reprodução)

O Uruguai começou a vacinar adolescentes entre 12 e 17 anos com doses da Pfizer nesta quarta-feira (9), tornando-se o primeiro país latino-americano a imunizar menores contra a Covid-19, decisão com a qual as autoridades esperam retomar as aulas presenciais no ensino médio.

Mais de 150 mil menores foram programados para serem vacinados até segunda-feira (7), em uma população total de 290 mil que fazem parte dessa faixa etária.

As autoridades esperam adiantar o retorno às salas de aula do ensino médio até o final de julho, quando o grupo atingir a imunidade total. As escolas primárias serão reabertas em junho.

A única diferença entre este processo de inoculação e o desenvolvido até agora com outras faixas etárias é que a assinatura do consentimento deve ser feita por um adulto que acompanha os menores ao posto de vacinação e que a ordem de aplicação será por idade e não por inscrição: em primeiro lugar, os de 17 anos e daí por ordem decrescente até os 12.

O presidente da Autoridade Nacional de Educação Pública, Robert Silva, descreveu a decisão do governo como “uma grande notícia para o país e para a educação”, conforme escreveu em seu perfil no Twitter.

O presidente Luis Lacalle Pou havia anunciado essa decisão em 1º de junho em uma entrevista à televisão uruguaia.

“Hoje a Comissão de Vacinas autorizou a vacinação dos 12 aos 18 anos, com a qual já no final desta semana estaremos ligando para que sejam agendadas”, disse o presidente.

O Chile também autorizou a vacinação de adolescentes entre 12 e 16 anos com a Pfizer, mas a campanha começará a partir de 20 de junho, segundo o ministro da Saúde.

O Uruguai, com 3,5 milhões de habitantes, é atualmente a nação com o maior número de mortes no mundo nos últimos 14 dias, em relação à sua população, segundo balanço da AFP feito com dados oficiais.

Apesar das reivindicações da comunidade científica e opositores, Lacalle Pou descartou a paralisação do país decretando medidas de confinamento.

O governo aposta em uma intensa campanha de vacinação que, desde seu início em 1º de março, já imunizou 58% da população com pelo menos uma dose da Sinovac, Pfizer ou Astrazeneca. 30% já estão totalmente vacinados. As informações são das agências de notícias AFP e Efe.

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