Ícone do site Jornal O Sul

Uruguai reforça exigências para entrada no país pelo medo de uma alta de infecções por coronavírus

Redução drástica no número total de exames faz os dados oficiais permanecerem baixos. (Foto: Vinicius Magalhães/Sesi)

O Uruguai voltará a reforçar os requisitos para permitir a entrada de pessoas em seu território diante da ameaça da variante delta do coronavírus, mesmo que não tenham sido registrados casos no país, informaram as autoridades nesta sexta-feira (25).

Todas as pessoas que entrarem no Uruguai deverão realizar “um teste PCR 72 horas antes de embarcar e depois outro no sétimo dia do primeiro teste ou, caso não seja possível, fazer um isolamento de 14 dias”, informou o ministro de Saúde Pública, Daniel Salinas, em coletiva de imprensa.

Esses requisitos estavam suspensos desde 19 de maio para as pessoas vacinadas contra a covid e aquelas que tiveram a doença nos 90 dias anteriores ao embarque.

“É uma medida de adaptação à questão da variante delta”, disse Salinas. O ministro pediu para “levar a sério” o cenário desta e outras cepas que possam surgir no futuro, “porque vão entrar no país de alguma maneira”. “Temos que estar atentos, ser proativos, mas não dramatizar a situação”, enfatizou.

As autoridades informaram a chegada em julho de 500 mil doses da Pfizer doadas pelos Estados Unidos.

Sendo assim, o Uruguai se torna um dos primeiros receptores da doação de 14 milhões de doses que Washington decidiu entregar a países da América Latina por meio do programa Covax.

O país de 3,5 milhões de habitantes, que enfrentou em abril e maio deste ano o pior momento da pandemia com recordes mundiais de contágios e mortes, vive agora uma melhora dos números devido a uma intensa campanha de vacinação.

De toda a população, 62% recebeu ao menos uma das duas doses da Pfizer, CoronaVac ou AstraZenca e 43% tem a imunização completa.

Doação

O Ministério da Saúde do Paraguai anunciou que recebeu na última sexta-feira (18) uma doação de 12 mil doses de vacina da AstraZeneca do Uruguai.

Apesar de comemorada, a notícia também foi recebida com críticas, que se acumulam as já recebidas pelo presidente paraguaio Mario Abdo Benítez por sua gestão na pandemia de covid-19.

Uma das maiores reclamações é o baixo número de vacinas compradas pelo governo. Das 1.131.000 doses já adquiridas pelo Paraguai, 472.600 (mais de 40%) chegaram através de doações.

O país comprou até momento 658.400 doses de vacinas através do mecanismo Covax, do Fundo Russo de Inversão Direta e dos Emirados Árabes.

Além disso, recebeu como doações 20 mil doses de CoronaVac do Chile, 200 mil de Covaxin da índia, 3 mil de Sinopharm dos Emirados Árabes, 99.600 de Moderna, do Catar, e 150 mil doses de AstraZeneca do México.

Sair da versão mobile