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Usina do Gasômetro terá suas próprias “comportas” de proteção contra enchentes em Porto Alegre

Instalação dos dispositivos deve ser concluída até o final de novembro. (Foto: Pedro Piegas/PMPA)

Considerado um dos símbolos informais de Porto Alegre, a Usina do Gasômetro está recebendo em seu primeiro pavimento um sistema próprio de “comportas”. A instalação deve ser concluída até o final de novembro. O objetivo é impedir que o prédio localizado na ponta da orla do Guaíba, no Centro Histórico, volte a sofrer inundação em uma eventual enchente como a de 2024.

Serão 46 estruturas especialmente planejadas para vedar completamente portas e janelas. O trabalho é realizado pela Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smoi), que também providenciou a concretagem da câmara de resfriamento que ligava o prédio diretamente ao Guaíba. O investimento total é de quase R$ 700 mil.

Salvo em casos específicos, as “comportas” do prédio não ficarão visíveis ao público que circula pela área. Isso porque sua entrada em cena está prevista somente para situações nas quais o nível do Guaíba na região do Cais Mauá se aproximar de 4,5 metros, ou seja, altura equivalente à cota de inundação do prédio.

A Usina do Gasômetro integra o sistema de proteção contra cheias, ligando o Muro da Mauá ao chamad “Trecho 1” da orla. A instalação das comportas no prédio é a última etapa do reforço nas defesas do Centro Histórico, que, nos últimos dois anos, recebeu obras nas comportas do Muro da Mauá e em casas de bombas.

Com a palavra…

Em visita à obra nessa quinta-feira (1º), o prefeito Sebastião Melo se manifestou: “A Usina do Gasômetro é um patrimônio de Porto Alegre que está prestes a reabrir para visitação do público, mas uma estrutura histórica também nos impõe o desafio de construir uma proteção que preserve as características originais”.

O titular da Smoi, André Flores, acrescentou: “As comportas na Usina do Gasômetro servem para proteger o prédio, mas também para proteger a nossa cidade e aperfeiçoar nosso sistema de proteção contra cheias. É um sistema robusto e que respeita as características históricas e arquitetônicas da construção”.

Na mesma linha, o diretor-presidente do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Vicente Perrone, finalizou: “Estamos preparados para atuar, se necessário, em cada ponto do sistema de proteção, incluindo o Gasômetro”, acrescenta. “É um trabalho permanente, que mobiliza todo o corpo técnico do Dmae em todas as regiões da cidade”.

(Marcello Campos)

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