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Uso de Viagra por jovens pode causar dependência psicológica

Pesquisadores da Universidade da Columbia Britânica também identificaram sintomas, como descolamento de retina e neuropatia óptica isquêmica. (Foto: Reprodução)

Não é só o pai de Michael Jackson que tem extrapolado no uso de estimulantes sexuais. Uma pesquisa realizada pela indústria farmacêutica Medley sobre a saúde sexual masculina, feita com homens a partir dos 22 anos, aponta que um terço deles já tiveram contato com medicamentos para disfunção erétil. O estudo também revela que esses usuários costumam tomar o remédio em mais de 50% das relações sexuais.
Especialistas explicam que o Viagra (o mais popular no Brasil) e comprimidos correlatos só são nocivos para quem tem histórico de problemas cardíacos ou de circulação.
Joe Jackson foi hospitalizado às pressas recentemente, com um AVC (acidente vascular cerebral), na UTI de um hospital, em São Paulo, após tomar três comprimidos para disfunção erétil de uma só vez.
“O corpo não está preparado para aquele esforço excessivo. Nesse caso o homem poderia ter algum problema durante o ato sexual ou simplesmente praticando algum exercício físico”, explicou o cardiologista Alexandre Soeiro.
Para os mais jovens, ainda durante a descoberta da vida sexual, o risco é desenvolver uma dependência psicológica do medicamento. “A situação pode chegar ao extremo de que, se ele parar de usar o remédio, sinta um extremo desconforto e desamparo. É um quadro claro de depressão”, afirmou.
Mais divertido.
Mesmo sem ter qualquer tipo de indicação para usar os estimulantes sexuais, o assessor parlamentar Y. F., 46 anos, passou a tomar o comprimido há três anos com um único intuito: fazer com que o ato sexual dure mais tempo e seja mais prazeroso, tanto para ele quanto para a parceira.
“Uso de uma a duas vezes por mês, sempre quando quero ter mais de uma relação na mesma noite”, contou Y.F. “Fica mais divertido.” O único efeito colateral identificado por ele é a dor de cabeça no dia seguinte. “Tenho de tomar uma aspirina de manhã, mas acho que é normal porque o meu coração acelera. É um reflexo”, disse. (DSP)

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