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Vacinação contra a bronquiolite pelo SUS completa seis meses com resultado positivo em Porto Alegre

A dose é única e é indicada para gestantes de qualquer idade sem limite da idade gestacional, sempre a partir da 28ª semana da gravidez(Foto: Reprodução)

A terça-feira (9), marca seis meses do início da vacinação contra o VSR (vírus sincicial respiratório) pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para gestantes a partir da 28ª semana da gravidez.

Nesse período, foram aplicadas 4.031 doses, ou 89,48% da população estimada, de 4.505 gestantes de Porto Alegre. A dose é única e é indicada para gestantes de qualquer idade sem limite da idade gestacional, sempre a partir da 28ª semana da gravidez. Ela deve ser feita a cada gestação. Ao se vacinar, gestantes protegem bebês até os seis meses de vida.

O vírus sincicial respiratório é um dos principais vírus associados à bronquiolite e um dos principais causadores de infecções respiratórias em recém-nascidos e crianças pequenas, sobretudo bebês. A bronquiolite é a inflamação dos bronquíolos — pequenas e finas ramificações dos brônquios, que transportam o oxigênio até o tecido pulmonar.

A enfermeira Renata Capponi, chefe da Equipe, lembra que até dezembro a vacina estava disponível para gestantes somente na rede privada, com preço médio de R$ 1,5 mil a dose. “A adesão à dose nos demonstra o interesse de gestantes em garantir a sua proteção e a do bebê”, diz.

De acordo com o Ministério da Saúde, pesquisas clínicas mostraram que a vacinação de gestantes teve eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos bebês, garantindo proteção até os seis meses de vida dos bebês.

Influenza

Se a cobertura da vacina contra o VSR já atingiu a meta estipulada de 80%, o mesmo não se pode dizer sobre a imunização contra a influenza, cuja cobertura atual é de 50,9% – 4.909 doses, em uma população estimada de 9.638 em qualquer fase da gravidez.

Gestantes são um dos três grupos prioritários, junto de bebês a partir dos seis meses até crianças menores de seis anos, e pessoas com mais de 60 anos. “É importante que gestantes se vacinem, pois vão proteger a si e ao bebê, que só poderá receber a dose a partir dos seis meses de idade”, enfatiza Capponi.

Nirsevimabe – Outra proteção oferecida pelo SUS contra o VSR é o anticorpo Nirsevimabe, disponível desde fevereiro deste ano para bebês prematuros nascidos com menos de 37 semanas de gestação e bebês menores de dois anos que possuem as comorbidades elencadas. Desde o início da oferta, 767 bebês receberam o anticorpo. O público estimado é de 2.407 na Capital.

As comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde são cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica, doença pulmonar crônica da prematuridade, imunocomprometidos graves (inato ou adquirido), fibrose cística, doenças neuromusculares graves, síndrome de Down, anomalias congênitas das vias aéreas e doenças pulmonares graves.

A intenção é imunizar esse público o mais precocemente possível, ainda durante a internação. Prematuros que ainda não completaram seis meses de vida e menores de 2 anos com comorbidades que nasceram antes de fevereiro de 2026, ou por algum motivo não receberam a aplicação na maternidade, poderão acessar o insumo no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais – HMIPV. O agendamento deve ser feito pelo WhatsApp (51) 3289-3339, portando o termo de solicitação preenchido por médico ou enfermeiro e comprovação da indicação clínica.

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