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Valéria Monteiro quer ser presidente do Brasil e ainda briga para que o Partido da Mobilização Nacional, o PMN, aceite a sua candidatura

Depois de uma temporada frustrada nos Estados Unidos, Valéria vive em Campinas, interior de São Paulo, em uma casa de dois quartos emprestada pelo pai. (Foto: Reprodução)

Não fosse pelo sorriso, marca registrada da musa dos telejornais de 1986 a 1993, seria difícil reconhecer Valéria Monteiro. A insegurança da apresentadora contratada pela TV Globo aos 21 anos não tem espaço na mulher de 53 anos. Valéria Monteiro quer ser presidente do Brasil e ainda briga para que o PMN (Partido da Mobilização Nacional) aceite sua pré-candidatura. Conheceu também a rejeição na juventude, quando o sucesso e a beleza despertavam o desprezo dos colegas: “Eu chegava à redação, cumprimentava as pessoas, mas ninguém respondia”.

As dificuldades quebraram a casca. Depois de uma temporada frustrada nos Estados Unidos, Valéria vive em Campinas, interior de São Paulo, em uma casa de dois quartos emprestada pelo pai. Ganha mesada da filha, Vitória, de 28 anos, herdeira de Paulo Ubiratan, diretor da Globo morto em 1998. Está solteira, tem um Kia Cerato 2011 na garagem, um celular pré-pago na bolsa e o sonho a Presidência da República.

“Fui influenciada por muitas pessoas ao meu redor que exemplificam o brasileiro sem esperança que, apesar de talentoso, criativo e qualificado, não consegue chegar ao fim do mês com o seu ganho. Gente insegura com o dia seguinte e o futuro dos filhos. Falei com minha filha antes de levar o assunto ao resto da família”, falando sobre a vontade de ser presidente.

“Minha mãe tem medo de política, porque as pessoas estão se agredindo. Não queria me ver machucada, num antro de corrupção. Ficou estarrecida com a repercussão de um vídeo meu sobre o Bolsonaro, mas entendeu a necessidade de alguém enfrentar a situação. E passou a me apoiar”, disse.

“Bolsonaro é a escoria da humanidade”

“É intolerante. Disse que seus filhos não namorariam negras porque ele os educou bem. É o representante da escória da humanidade. As intenções de voto, na minha opinião, são de protesto.”

PMN ainda não se pronunciou

“Essa foi uma decisão da Executiva Nacional, de dez pessoas. Decisão que só caberia à convenção que, de acordo com a Justiça Eleitoral, será entre julho e agosto. Fui para o PMN porque achava que o partido não tinha dono. Mas chego à conclusão de que ele não só tem um dono, como um coronel”, disse a jornalista. O coronel seria Antonio Carlos Bosco Massarollo, presidente do partido. “A Executiva é pequena, mas tem a caneta para mudar as diretrizes. E um presidente com oito anos de mandato. Em que outro partido a gente vê isso? Estou esperando um movimento para minha expulsão. Isso deve acontecer. Mas eu vou até o fim.”

 

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