Maior rival do magnata Donald Trump na disputa pela indicação do candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, o senador Ted Cruz tem se mostrado tão polêmico quanto seu adversário. Além do discurso contra os imigrantes, o parlamentar tem pautado sua campanha por declarações de efeito.
“Vamos encher o Estado Islâmico de bombas, até ele sumir do mapa”, prometeu em um comício recente. “Entristece-me ver os muçulmanos tão consumidos pelo ódio… Se não ficarem ao lado de Israel e dos judeus, então não ficarei com vocês”, provocou em outra ocasião.
Até a política de saúde alimentar norte-americana entrou na mira do republicano: “Quando minha esposa for primeira-dama, a batata-frita voltará à merenda escolar”.
Ascensão
Com 463 votos já angariados dos 1.237 delegados necessários para obter a indicação do partido (o também pré-candidato John Kasich contabiliza 143 votos), Cruz passou de piada interna a pesadelo da cúpula do partido.
Os caciques da legenda recorrem à lógica de que Trump seria um “mal menor”, apesar da extensa ficha de polêmicas – na mais recente, sugeriu que Japão e Coreia do Sul se armem nuclearmente contra a Coreia do Norte. “Trump ladra mais alto e é um oportunista, enquanto Cruz morde mais e é um fanático ideológico”, avaliou um professor da Universidade de Nova York. (Folhapress)
