O consumo de alimentos congelados tem crescido à medida que as pessoas buscam soluções práticas para o dia a dia. Além das refeições prontas, a demanda por vegetais, frutas e verduras congeladas também aumentou. Segundo uma pesquisa realizada em 2024 pela Renub Research, o mercado de vegetais congelados foi avaliado em US$ 35,94 bilhões em 2024 e deve crescer a uma taxa anual de 5,04%, podendo atingir US$ 55,94 bilhões até 2033.
É saudável comer legumes congelados?
Um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos e Laboratório Analítico da Universidade da Califórnia e publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry analisou a retenção de vitaminas em frutas e vegetais armazenados de forma refrigerada e congelada.
A pesquisa avaliou nutrientes essenciais, como ácido ascórbico (vitamina C), riboflavina (vitamina B2) e tocoferóis (vitamina E), comparando a estabilidade dessas vitaminas em produtos frescos e congelados ao longo do tempo. Os resultados indicaram que, em muitos casos, os vegetais congelados apresentaram uma retenção superior de vitaminas em comparação aos frescos armazenados por vários dias na geladeira.
O estudo também observou que fatores como tempo de transporte, condições de armazenamento e exposição ao ar e à luz podem acelerar a degradação nutricional dos vegetais frescos. Já o congelamento imediato após a colheita ajuda a minimizar essa perda, garantindo que os nutrientes sejam preservados por mais tempo.
Assim, a ideia de que vegetais congelados são menos nutritivos do que os frescos nem sempre se sustenta, pois o método de conservação influencia diretamente o valor nutricional final do alimento.
O mercado dos congelados no Brasil
No Brasil, o setor de alimentos congelados está atento à esta demanda e tem atraído investimentos significativos. Em janeiro de 2025, a Grano Alimentos, uma das maiores empresas de vegetais congelados do Brasil, com uma participação de mercado de 40%, recebeu um crédito de R$ 244 milhões do BNDES para expandir sua produção e distribuição. Esse investimento será direcionado para a ampliação da infraestrutura, modernização de equipamentos e aumento da capacidade produtiva, reforçando o potencial de crescimento desse mercado.
E os enlatados?
Existe a ideia de que os enlatados não oferecem valor nutricional. Isso não é totalmente verdade.
É possível que algumas vitaminas sensíveis ao calor, como a vitamina C, sofram redução. Porém, outros nutrientes importantes permanecem preservados.
Fibras, proteínas vegetais e minerais continuam presentes. As fibras, por exemplo, são essenciais para o funcionamento do intestino.
Além disso, esses alimentos ajudam a garantir o consumo regular de vegetais, algo recomendado por organizações de saúde.
Para quem tem dificuldade em manter variedade no prato, os enlatados são grandes aliados.
