A campanha de vacinação segue caminhando a passos lentos no Brasil. Das mais de 110,1 milhões de doses disponíveis, 82,7 milhões foram aplicadas, o equivalente a 75% já injetadas nos braços dos brasileiros. Atualmente, a maioria dos municípios estão finalizando a vacinação de grupos prioritários e iniciando a imunização da população geral.
Dos 29 grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, os trabalhadores da área da saúde são os mais vacinados, com mais de 5 milhões de segundas doses aplicadas, seguido pelas pessoas com faixas etárias específicas — de 70 a 74 anos e de 65 a 69 anos.
Além deles, pessoas com mais de 80 anos e pessoas de 75 a 79 anos completam os cinco primeiros grupos que mais receberam segundas doses em todo o território nacional.
Em relação à primeira dose, o grupo dos portadores de comorbidades, um dos mais recentes, está em segundo lugar, com 8.875.349 aplicações, ficando atrás apenas dos homens e mulheres dos 60 aos 64 anos.
Até o momento, 24.078.091 de doses referentes à segunda aplicação foram administradas. Os dados foram atualizados até esta quarta-feira (16) pelo Ministério da Saúde.
Confira a seguir a porcentagem de segunda dose aplicada dos 10 maiores grupos prioritários:
— Trabalhadores da saúde: 20,9%
— Pessoas de 70 a 74 anos: 17,2%
— Pessoas de 65 a 69 anos: 15,3%
— Pessoas de 80 anos ou mais: 14,2%
— Pessoas de 75 a 79 anos: 12%
— Pessoas de 60 a 64 anos: 5,2%
— Pessoas com mais de 60 anos institucionalizadas: 1,7%
— Indígenas: 1,02%
— Trabalhadores da educação de nível básico: 1,01%
— Comorbidades: 0,8%.
Covid no Brasil
O Brasil registrou 2.673 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quarta-feira (16) 493.837 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.007 — voltando a bater a marca de 2 mil pela 1ª vez desde o dia 10 de maio. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +8% e indica tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus.
É o 29º dia seguido de estabilidade na comparação com duas semanas atrás. Isso significa que o ritmo atual das mortes por covid tem se assemelhado mais a um platô do que a uma queda ou a um aumento na curva, e isso em patamar bastante elevado.
Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quarta. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril.
Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 17.629.714 brasileiros já tiveram ou têm o coronavírus, com 85.861 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 72.051 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +10% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade também nos diagnósticos.
