Ícone do site Jornal O Sul

Venda de medicamentos genéricos ainda cresce, mas sinaliza desaceleração

A migração para os genéricos continua, mas o mercado está mais frágil, e opção por medicamentos genéricos poderá desacelerar. (Foto: Arquivo/Sérgio Castro/AE)

O volume de vendas de medicamentos genéricos subiu 19,9% em fevereiro, em relação ao mesmo mês de 2015, segundo a Pró Genéricos (associação do setor), com base em dados da consultoria IMS Health.

O resultado, porém, é o mais baixo para o setor desde maio de 2015, o que pode ser sinal de que o crescimento começa a desacelerar. “É um reflexo da crise econômica. A migração para os genéricos continua, mas o mercado está mais frágil como um todo”, disse Telma Salles, presidente da entidade.

Ao mesmo tempo em que a crise faz com que consumidores de remédios tradicionais passem aos genéricos, é possível que uma parte deles tenha reduzido o uso de medicamentos em geral, afirma a executiva. “Um grande percentual do portfólio de genéricos é de remédios para doenças crônicas, usados todos os dias. Se há queda em unidades, ainda que pequena, é porque alguém está deixando de tomá-los. É um alerta”, apontou Telma.

O volume de vendas em fevereiro diminuiu 0,5% em relação ao mês anterior. Ainda assim, a projeção do setor é de um crescimento entre 8% e 9% para 2016. A participação dos genéricos no mercado, hoje em 31%, deve subir dois pontos percentuais neste ano.

No limite
A crise favorecerá a venda de genéricos, mas o mercado deverá ter algum impacto, apontou o sócio da consultoria BCG, Douglas Wood. “É um segmento resiliente, mas há um limite”, afirmou. Mas ainda não se pode falar em estagnação das vendas, avaliou Sergio Mena Barreto, presidente da Abrafarma, associação que representa redes de farmácias. (Maria Cristina Frias/Folhapress)

Sair da versão mobile