As vendas do varejo brasileiro subiram, interrompendo oito meses de quedas seguidas. Em outubro, na comparação com setembro, a alta foi de 0,6%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (16). No ano, o setor acumula recuo de 3,6% e, em 12 meses, de 2,7%, a maior retração desde janeiro de 2004.
De setembro para outubro, o que contribuiu para o desempenho foram as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que cresceram 2%. Também contribuíram os setores de tecidos, vestuário e calçados (1,9%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,5%).
Já na comparação com outubro do ano passado, o varejo recuou 5,6%, puxado pelas vendas de móveis e eletrodomésticos, que caíram 16,1%, seguidas por combustíveis e lubrificantes (-11,4%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-9%). “Com uma dinâmica de vendas associada à disponibilidade de crédito, esses resultados [de móveis e eletrodomésticos] abaixo da média foram influenciados pela elevação da variação da taxa de juros entre outubro de 2015 e outubro de 2014”, diz o IBGE, em nota.
Desempenho das regiões
De setembro para outubro de 2015, as vendas no varejo cresceram em 21 das 27 unidades da Federação. As maiores altas partiram do Ceará (3,5%) e do Rio Grande do Norte (2,1%). Os Estados que tiveram as maiores quedas foram Tocantins e Espírito Santo (ambos com queda de 0,8%).
Frente a outubro de 2014 (série sem ajuste sazonal), o comércio varejista registrou queda em todos os Estados no volume de vendas, com destaque em termos de magnitude para Amapá (20,9%) e Paraíba (17,9%). Quanto à participação na composição da taxa negativa do varejo, destacaram-se São Paulo (-3,3%), Rio de Janeiro (-4,4%), Santa Catarina (-7,7%) e Rio Grande do Sul (-6,6%). (AG)
