Ícone do site Jornal O Sul

Vera Fischer volta à Globo e diz que retorno dá “gostinho de quero mais”

Vera Fischer vive Rosalinda, que, na juventude, venceu Cunegundes (Elizabeth Savalla) no concurso Miss Piracema. (Foto: Reprodução)

Após oito anos longe das novelas, Vera Fischer retorna aos folhetins em uma participação especial nos capítulos finais de “Êta Mundo Melhor!”. Na trama, a atriz vive Rosalinda, que, na juventude, venceu Cunegundes (Elizabeth Savalla) no concurso Miss Piracema. “Voltar aos estúdios é sempre especial para qualquer atriz. Eu, por exemplo, passei quase 40 anos da minha vida gravando sem parar. Esse retorno foi leve, feliz, e claro que dá um gostinho de quero mais. Atuar é o que me move, e tendo papéis que façam sentido pra mim, por que não?”, conta a atriz, que fez sua última participação em novelas em “Espelho da Vida”, de 2018.

Rosalinda aparece na cidade para participar de um evento que relembra a tal disputa e aproveita para visitar a antiga amiga no sítio. “Rosalinda chega com essa energia provocadora, quase divertida, para sacudir a Cunegundes e mostrar que a vida pode ser mais generosa do que ela imagina. Contracenar com a Elizabeth foi ótimo. Ela é uma atriz brilhante, com uma história também. A gente se diverte muito em cena, existe uma cumplicidade ali. São encontros assim que fazem a novela ganhar ainda mais sabor”, destaca.

Criada e produzida pelos Estúdios Globo, “Êta Mundo Melhor!” é uma novela criada e escrita por Walcyr Carrasco e Mauro Wilson, a partir de uma ideia original de Walcyr Carrasco, com colaboração de Letícia Mey, Cleissa Regina Martins, Bruno Segadilha, Rodrigo Salomão e Nilton Braga. A novela tem direção artística de Amora Mautner, direção geral de João Paulo Jabur e direção de Mayara Aguiar, Nathalia Ribas e Alexandre Macedo. A produção é de Betina Paulon e Isabel Ribeiro, a produção executiva, de Lucas Zardo e a direção de gênero, de José Luiz Villamarim.

Despedida

Em outra frente, pela segunda vez, Flávia Alessandra vai se despedir de Sandra, a vilã de “Êta mundo bom!” (2016) que voltou à TV em “Êta mundo melhor!”, novela que chega ao fim nesta sexta-feira (13). Com quase quatro décadas de carreira televisiva, a atriz, de 51 anos, afirma que a personagem ocupa um lugar especial em sua trajetória.

“Ela voltou como um reencontro potente, maduro. Me despedir da Sandra pela segunda vez é quase como fechar um ciclo afetivo e artístico. Hoje, olho para ela com mais carinho”, admite Flávia, que não ficará muito tempo fora do ar: ela está no elenco de “Quem ama cuida”, próxima novela das nove, escrita por Walcyr Carrasco.

Com várias mocinhas em sua galeria de personagens e outras vilãs marcantes — como Cristina, de “Alma gêmea” (2005) —, a atriz fala do fascínio por interpretar figuras más. “Elas permitem acessar sombras, excessos. A maldade, quando bem escrita, não é rasa, é cheia de justificativas internas”, explica Flávia, que lidou com um certo desconforto por causa da personagem: “A vilã te obriga a buscar verdades que nem sempre são bonitas. A Sandra desta novela, por exemplo, tem mais camadas do que na primeira vez, quando já era uma personagem complexa. Você entende que é uma vilã com desvios de caráter, que tem muita fúria, mas ela também trava uma luta contra os próprios limites. O amor por Ernesto (Eriberto Leão) e Celso (Rainer Cadete) a colocou em situações nas quais precisou pisar no freio para não ir longe demais. Mas só para os padrões dela!”.

 

Sair da versão mobile