Consumismo infantil
Mercados, supermercados e atacarejos de Porto Alegre poderão ser proibidos de disponibilizar carrinhos destinados à condução pelo público infantil a partir de um projeto de lei do vereador Jonas Reis (PT). A proposta, em tramitação na Câmara Municipal, busca evitar o estímulo ao consumismo infantil, sob o argumento de que esses equipamentos incentivam as crianças a retirar produtos das prateleiras sem a mediação dos responsáveis, levando a desgastes e conflitos familiares durante as compras. O texto exclui da proibição os carrinhos equipados com cadeirinha para bebês, destinados à condução por adultos, e determina que os equipamentos voltados a pessoas com nanismo sejam devidamente identificados, com informação de que não se destinam ao uso infantil. Para as empresas que descumprirem a restrição, o regramento estipula desde uma advertência inicial até a aplicação de multas e a interdição do local por uma semana na hipótese de reincidência.
Retratação nas redes
Em meio à repercussão de possíveis irregularidades eleitorais envolvendo o “Brasil 22 Token”, o grupo de dança ugandense Hypers Kids Africa publicou, na sexta-feira (9), um vídeo de desculpas ao público brasileiro. Na legenda, o grupo afirmou que a gravação anterior – em que aparecia com camisetas e música alusivas à marca – foi feita para promover o token e arrecadar recursos para concluir a construção de sua casa. Os responsáveis disseram que retiraram o conteúdo do ar após perceberem a repercussão política no Brasil e afirmaram que ninguém pagou pela gravação, além de negarem envolvimento com a política. Apesar disso, o grupo informou à BBC News Brasil que recebeu 120 milhões de tokens “$B22” como parte da parceria e que devolveria os ativos. No vídeo de retratação, uma das crianças segura um cartaz em que o grupo pede desculpas por qualquer palavra, ação ou omissão que tenha causado ofensa, divisão ou desconforto. A manifestação ocorreu após a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) acionar a Procuradoria-Geral Eleitoral para pedir a investigação de possíveis ilícitos eleitorais envolvendo a plataforma e a divulgação de conteúdo favorável à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
Fiscalização nos postos
Ao longo desta semana, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou uma ofensiva de fiscalização no mercado de combustíveis do Rio Grande do Sul, em meio a uma operação deflagrada em 15 estados brasileiros. As ações inspecionaram postos, distribuidoras e revendas nas cidades de Caxias do Sul, Esmeralda e Vacaria, resultando em nove autos de infração e quatro interdições. O principal destaque ocorreu no município da Serra Gaúcha, onde a mobilização resultou na apreensão de mais de 54,5 mil litros de combustíveis e 34 botijões de gás de cozinha. Durante as visitas no Estado, os agentes também coletaram 21 amostras de produtos para análise em laboratório e verificaram a precisão das bombas medidoras.
Proteção da juventude
A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) divulgou um conjunto de prioridades para a área da infância e adolescência a serem incorporadas pelas políticas do próximo governo do Estado. Entre as principais demandas da entidade estão a ampliação do acesso à saúde mental e à atenção especializada, além da redução das desigualdades regionais no atendimento médico. Os profissionais também alertam para a urgência de qualificar o enfrentamento à violência infanto-juvenil, apontando o registro de mais de 4,4 mil notificações de violência sexual contra menores no Estado em 2024. Para a SPRS, os números reforçam a necessidade de políticas permanentes de prevenção e de uma rede articulada entre saúde, educação, assistência social e demais setores.
Agiotagem na Serra
Na Serra Gaúcha, uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrada nessa sexta-feira (9) busca desarticular um esquema de agiotagem e extorsão. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), as investigações apontam que os suspeitos utilizavam vínculos com o crime organizado e uma facção criminosa para intimidar devedores. As apurações indicam que os empréstimos tinham juros elevados e que as cobranças continuavam, sob ameaça, mesmo após pagamentos. Em um dos casos apurados, a casa de uma vítima foi incendiada como forma de intimidação. Foram cumpridos mandados em 13 locais de Bento Gonçalves e Carlos Barbosa. A operação resultou em três prisões preventivas e duas em flagrante por posse irregular de arma de fogo, além da indisponibilização de três imóveis e sete veículos. O Gaeco identificou movimentações financeiras de cerca de R$ 32,3 milhões envolvendo contas vinculadas ao grupo, empresas e terceiros. Desdobramento da Operação Contas Abertas, a ação busca sufocar as atividades econômicas da organização criminosa e identificar novas vítimas. Os investigados são suspeitos de extorsão, organização criminosa, usura e lavagem de dinheiro.
* Bruno Laux (Instagram: @obrunolaux)
