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Viagra Master foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Produto era comercializado sem registro e com alegações terapêuticas.(Foto: Anvisa/Divulgação)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu fabricação, distribuição e comercialização do Viagra Master e Lavita Caps. Os produtos eram vendidos sem registro e com alegações terapêuticas de forma indevida. A Anvisa determinou ainda a interdição da empresa Bio Bonté Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda.

De acordo com a agência reguladora, o Viagra Master era comercializado pela internet com propagandas que atribuíam propriedades terapêuticas ao produto, como: “auxilia na prevenção e combate da impotência”, “aumenta o desejo sexual”, “aumento de fertilidade”, dentre outras.

Já o Lavita Caps, de fabricante desconhecido, fazia publicidade alegando benefícios, como: “previne doenças cardíacas”, “melhora a memória e a capacidade de aprendizagem”, “combate a depressão, stress, enxaqueca e ansiedade”. O Lavita Caps também é comercializado pela internet e não tem autorização para fazer alegações terapêuticas.

Os produtos foram proibidos e não podem ser fabricados, distribuídos ou comercializados em todo o território nacional. Todas as propagandas que atribuam propriedades terapêuticas de saúde ou funcionais aos produtos Viagra Master ou Lavita Caps estão suspensas.

A interdição da Bio Bonté Indústria e Comércio foi decidida após inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Campinas (SP) na empresa. Com a decisão fica suspensa a fabricação, comercialização e uso dos produtos fabricados pela empresa Bio Bonté Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda.

 

Viagra completa 20 anos

Há 20 anos uma pequena pílula azul em forma de losango virava uma verdadeira sensação. O Viagra permitiu que milhões de homens voltassem a ter relações sexuais e expôs ao mundo a questão da impotência sexual, um grande tabu. Mas esta revolução sexual ignorou as mulheres que sofrem de disfunção e perda de libido. Estas ainda estão à espera de uma cura milagrosa que também lhes permita retornar a uma vida sexual gratificante, apontam os especialistas.

Cerca de 65 milhões de prescrições de Viagra, fabricado pelo laboratório americano Pfizer, foram emitidas em todo o mundo. O medicamento foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration) americana em março de 1998, tornando-se o primeiro comprimido a ajudar os homens a ter uma ereção.

Os benefícios deste blockbuster milagroso foram elogiados nos programas de televisão, nos jornais e revistas. Sua comercialização coincidiu com a ascensão da internet e a explosão da pornografia online. O léxico do marketing também mudou: não é mais uma questão de “impotência masculina”, mas de “disfunção erétil”, uma condição médica que agora pode ser tratada.

O senador republicano Bob Dole, um veterano e candidato à presidência dos Estados Unidos em 1996, tornou-se seu primeiro embaixador na televisão, admitindo seus próprios medos ao mundo. “É um pouco embaraçoso para mim falar sobre DE (‘disfunção erétil’), mas é muito importante para milhões de homens e suas parceiras”, explicou.

Uma estratégia que funcionou. Antes do Viagra, as conversas sobre disfunção erétil eram “embaraçosas” e “difíceis”, lembra Elizabeth Kavaler, uma urologista do Hospital Lenox Hill, em Nova York. “Hoje, a sexualidade de um modo geral é um assunto muito presente”, comenta.

“Tornou-se um elemento previsível em nossas vidas à medida que envelhecemos, e tenho certeza que o Viagra desempenhou um grande papel”, acrescenta ela.

Para Louis Kavoussi, diretor do Departamento de Urologia do grupo Northwell Health, o Viagra teve um impacto semelhante ao dos antibióticos no tratamento de infecções ou das estatinas na luta contra doenças cardíacas. “Foi a droga perfeita para anunciar aos consumidores – era uma espécie de remédio para o estilo de vida”, diz ele.

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