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Vice-prefeito de cidade gaúcha vai a júri popular por morte de secretário municipal

Morte de Jarbas Heinle teria sido motivada por disputa política em Bom Progresso. (Foto: Reprodução)

Em data ainda não definida, o vice-prefeito de Bom Progresso (Noroeste gaúcho) e outros três réus serão submetidos a júri popular por assassinato. O crime foi cometido em 2022 e teve como vítima o então secretário municipal da Saúde, Jarbas Heinle, 44 anos. Conforme o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), houve motivação política.

Heinle foi baleado na cabeça, peito, ombro e braço quando saía de seu automóvel em casa, após participar de uma confraternização com amigos na noite de 10 de setembro daquele ano. No processo consta que o gestor foi morto por causa de uma disputa entre dois grupos políticos locais, já que o objetivo de seus gestores com a execução foi eliminar o concorrente na eleição municipal de 2024.

Dentre os quatro denunciados, dois constam como mandantes e dois aparecem como executores – mediante o recebimento de R$ 50 mil, carta de recomendação de emprego e promessa de trabalho com salário de R$ 3 mil na prefeitura. Desde então, dois réus continuam presos e os demais respondem ao processo em liberdade.

A acusação – formulada pelos promotores Fernanda Ramires e Caio Isola é de homicídio qualificado, tendo como agravantes motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Jarbas era casado e também filho do atual prefeito, Armindo Heinle.

Uruguaiana

Na Fronteira-Oeste gaúcha, o Ministério Público manifestou discordância em relação à liminar concedida em habeas corpus, nesta semana, pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) para soltura de uma uma mulher apontada como mandante de homicídio cometido no dia 22 de novembro do ano passado em Uruguaiana.

O promotor de Justiça Caio Isola de Aro, que atua na comarca local, declarou que uma decisão judicial deve ser respeitada, mas questionou o fato de a ré estar solta coloca em risco tanto a família da vítima quanto o andamento do processo. “Há provas suficientes para a ré e outros investigados permanecerem presos”, pontuou.

Em breve, o mérito do habeas corpus deve ser julgado. Para o MP-RS, trata-se de uma decisão provisória que será revertida pelo Poder Judiciário.

A nota publicada no site mprs.mp.br não menciona os detalhes do caso, mas trata-se de uma empresária apontada como mentora do assassinato de um pastor evangélico. Ela teria contratado um executor para matar a tiros Renato Coronel, 34 anos, em frente à loja da qual era proprietário. Motivo: uma dívida da vítima com ela.

(Marcello Campos)

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