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Caso da ex-namorada ameaça hoje reeleição de Evo Morales na Presidência da Bolívia

Mulher usou o nome do presidente Evo Morales para pedir dinheiro a uma vítima com a promessa de facilitar a entrada do seu filho na Academia Nacional de Polícia. (Foto: Reprodução)

As denúncias de que o presidente boliviano Evo Morales teria usado sua influência para que uma ex-namorada conseguisse um emprego como alta executiva em uma multinacional chinesa está ameaçando sua reeleição para um novo mandato. Hoje, os bolivianos irão às urnas para votar sobre uma reforma constitucional para decidir se Morales, no Poder desde 2006, poderá ou não voltar a se candidatar ao cargo. Uma pesquisa realizada a pedido da imprensa local nos últimos dias mostra que o “Não” está 19 pontos percentuais à frente do “Sim”. Evo Morales cumpriu, tecnicamente, três mandatos – já que o primeiro teve apenas quatro anos de duração. Se for eleito a um quarto mandato, ficará até o ano de 2025 na Presidência.

O presidente boliviano é acusado de ter usado sua influência para que a ex-namorada Gabriela Zapata, com quem chegou a ter um filho, fosse contratada pela China CAMC Engineering Co. Ltd., empresa com a qual o governo de La Paz já assinou ao menos sete contratos milionários, entre eles a construção de uma mina de potássio no Salar de Uyuni. Morales nega as acusações. “Não sei nada de tráfico de influência ou corrupção, mas sei que perto de votações como o referendo aparece qualquer mentira”, disse, pedindo que as denúncias de tráfico de influência sejam investigadas.

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