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Viúva e filhas de Silvio Santos estão entre as mulheres mais ricas do Brasil, diz a revista Forbes

O patrimônio deixado por Silvio Santos também está no centro de uma disputa judicial. (Foto: Reprodução)

O ranking Bilionários Brasileiros 2025, da revista Forbes, revela que 60 mulheres possuem patrimônio bilionário no País, número superior às 48 listadas em 2024. Mesmo com esse crescimento, elas representam apenas 20% do total de nomes presentes na publicação. Juntas, essas mulheres acumulam R$ 343 7 bilhões.

Entre as principais novidades está a entrada de Íris Abravanel, viúva de Silvio Santos, e suas seis filhas. Elas aparecem pela primeira vez na lista com R$ 6,4 bilhões, valor herdado após a morte do apresentador, em agosto de 2024.

O apresentador teve seis filhas: Cintia e Silvia, do primeiro casamento com Cidinha, e Daniela, Patrícia, Rebeca e Renata, do segundo casamento com Íris. Juntas, elas passaram a administrar a herança e os negócios ligados ao Grupo Silvio Santos.

O patrimônio deixado por Silvio Santos também está no centro de uma disputa judicial. Segundo o site TV Pop, as herdeiras entraram com uma ação contra a Justiça de São Paulo para contestar a cobrança de R$ 17,1 milhões em Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

O valor corresponde a uma parte dos bens deixados por Silvio, que tinha aproximadamente R$ 429,9 milhões em contas bancárias fora do Brasil – nos Estados Unidos e nas Bahamas. A defesa da família argumenta que, por se tratar de recursos no exterior, o tributo brasileiro não deveria ser aplicado.

As principais fortunas femininas do ranking de 2025:

– Vicky Sarfati Safra – R$ 120,5 bilhões (viúva de Joseph Safra, banqueiro falecido em 2020);
– Cristina Junqueira – R$ 8,7 bilhões (cofundadora do Nubank, uma das poucas self-made da lista);
– Lucia Maggi – R$ 6,6 bilhões (do grupo agrícola Amaggi, também considerada self-made);
– Íris Abravanel e filhas – R$ 6,4 bilhões (herdeiras de Silvio Santos, estreantes na lista);
– Priscila Barreto Moreira Silva – R$ 2,2 bilhões (acionista do grupo de saúde Hapvida);
– Mariana Botelho Ramalho Cardoso – R$ 2,1 bilhões (executiva e diretora estatutária do BTG Pactual).

Bilionários

Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, é pelo segundo ano consecutivo o brasileiro mais rico, segundo o ranking anual de bilionários da Forbes, divulgado nesta quinta-feira (28).

Com fortuna estimada em R$ 227 bilhões, Saverin ficou conhecido por ser sócio de Mark Zuckerberg, a quem conheceu ainda na faculdade.

Nascido em São Paulo e residente em Singapura, Saverin viu sua fortuna aumentar 45,5% em um ano, impulsionada pela “febre da inteligência artificial”. Além de seguir como acionista minoritário da Meta, dona do Facebook, Saverin continua ativo em iniciativas de venture capital.

Na segunda posição aparece Vicky Safra, herdeira do Banco Safra e mulher mais rica do país. Segundo a Forbes, ela acumula R$ 120,5 bilhões — alta de 9,4% em relação ao ano passado — em razão de sua participação no banco após a morte do marido, Joseph Safra, em 2020.

Na 13ª edição da lista nacional, a Forbes identificou 300 brasileiros com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. O ranking de 2025 reúne 240 homens, com riqueza conjunta de R$ 1,68 trilhão, e 60 mulheres, que acumulam R$ 343,7 bilhões.

Do total, 56,3% dos bilionários ampliaram suas fortunas no último ano, 20,6% registraram queda e apenas um manteve o mesmo patrimônio. A lista também ganhou 31 novos integrantes que alcançaram, pela primeira vez, o status de bilionários.

Veja abaixo os 10 maiores bilionários do Brasil em 2025.

– Eduardo Saverin (Facebook/Meta): R$ 227 bilhões (+45,5%);
– Vicky Sarfati Safra e família (Banco Safra): R$ 120,5 bilhões (+9,4%);
– Jorge Paulo Lemann (AB Inbev/3G Capital): R$ 88 bilhões (-4,2%);
– André Santos Esteves (BTG Pactual): R$ 51 bilhões (+56%);
– Fernando Roberto Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 40,2 bilhões (+4,5%);
– Carlos Alberto da Veiga Sicupira (AB Inbev/3G Capital): R$ 39,1 bilhões (-20,8%);
– Pedro Moreira Salles (Itaú Unibanco/CBMM): R$ 38 bilhões (+5,1%);
– Miguel Gellert Krigsner (O Boticário): R$ 34,2 bilhões (+19,2%);
– Alexandre Behring da Costa (3G Capital): R$ 31 bilhões (-11,1%);
– Jorge Neval Moll Filho (Rede D’Or): R$ 30,4 bilhões (+119,1%).

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