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Vladimir Putin e Emmanuel Macron defendem manutenção de acordo nuclear iraniano

Emmanuel Macron (E) e Vladimir Putin conversaram durante 1h40min por telefone. (Foto: Reprodução)

Vladimir Putin e Emmanuel Macron defenderam nesta segunda-feira (30) a manutenção e “estrita aplicação” do acordo nuclear iraniano, segundo o Kremlin.

“Os presidentes da Rússia e da França se pronunciaram a favor de manter e aplicar estritamente” o acordo de 2015, anunciou o Kremlin em um comunicado, divulgado depois que Emmanuel Macron telefonou a Vladimir Putin para informá-lo de seu encontro na semana passada nos Estados Unidos com o presidente americano Donald Trump.

O presidente americano deve anunciar até 12 de maio se, como prometeu, “rasgará” este texto assinado em julho de 2015 pelo Irã e seis grandes potências após duras negociações. Seu conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, afirmou no domingo que Trump ainda não havia tomado uma decisão.

Ele acrescentou que o presidente estava considerando a proposta de seu colega francês de abrir negociações para um novo acordo ampliado. Macron propôs a Trump preservar o acordo original que se tornaria o primeiro dos “quatro pilares” de um texto futuro.

Os outros “pilares” dizem respeito ao período pós-2025, quando certas cláusulas relativas às atividades nucleares vão expirar, mas também aos mísseis balísticos de Teerã e ao seu papel considerado “desestabilizador” na região. A Rússia declarou que não via “alternativa” ao acordo. O presidente iraniano, Hassan Rohani, ressaltou no domingo que seu país não aceitaria “qualquer restrição além de seus compromissos atuais”.

China

A China vai se recusar a discutir duas exigências comerciais dos Estados Unidos quando negociadores americanos forem a Pequim nesta semana, segundo pessoas envolvidas na negociação ouvidas pelo jornal The New York Times. Isso pode levar Washington a ter que levar a disputa a um novo nível ou a desistir das exigências.

Publicamente, o governo chinês vem pedindo que haja flexibilidade dos dois lados na disputa. Mas autoridades chinesas não pretendem discutir os dois maiores pedidos dos EUA: um corte de US$ 100 bilhões no déficit comercial anual com a China; e limites ao plano chinês de usar US$ 300 bilhões para financiar o desenvolvimento local de tecnologias como inteligência artificial, semicondutores, carros elétricos e aviões.

As autoridades chinesas acreditam que a economia do país é forte o suficiente para sobreviver a eventuais retaliações dos EUA. A posição do governo foi deixada clara em um seminário de três dias que terminou nesta segunda-feira em Pequim, com a participação de autoridades chinesas e assessores governamentais influentes; jornalistas internacionais foram convidados para o evento, mas a maioria dos assessores não quis se identificar publicamente.

Fontes ligadas ao governo chinês disseram ao New York Times estarem céticas de que os países possam chegar a um acordo até o final desta semana; os chineses podem ir a Washington daqui a um mês para continuar as negociações. Os chineses estão frustrados com as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas a US$ 150 bilhões em importações chinesas.

 

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