Uma avalanche de dados: 11,5 milhões de documentos e 2,6 terabytes de informação sobre o financiamento offshore mundial, o chamado Panama Papers, um trabalho de investigação de um ano, o ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) e mais 100 parceiros começaram a publicar cerca de 11,5 milhões de arquivos. Entre eles, e-mails, notas fiscais, extratos bancários, etc. As informações supostamente vieram de uma fonte anônima ao Süddeutsche Zeitung, um jornal alemão investigativo, responsável por compartilhar com o resto do mundo.
Alguns dos vazamentos vieram do escritório de advocacia Mossack Fonseca, do Panamá, que é, reconhecido, como um dos maiores escritórios do mundo. De acordo com o ICIJ, os arquivos abrangem o período de 1977 a dezembro de 2015 e incluem detalhes de 214.000 entidades, 140 políticos, incluindo o presidente da Argentina, Mauricio Macri, o primeiro-ministro da Islândia David Gunnlaugsson e o rei da Arábia Saudita Abdullah bin Abdul Aziz Al-Saud.
Primeiro-ministro da Islândia enfrentará voto de desconfiança, enquanto países como Inglaterra, França e Austrália prometem apuração; Rússia não comenta contas ligadas a aliados de Vladimir Putin e familiares o Kremlin optou pelo silêncio em relação às supostas contas mantidas por aliados, em um total de US$ 2 bilhões. Na Austrália e na Nova Zelândia, os respectivos governos anunciaram nesta segunda-feira, 4, que iniciaram investigações contra pessoas citadas nos documentos
Os arquivos da Mossack Fonseca mostram que o escritório panamenho criou ou vendeu empresas offshore para políticos brasileiros e seus familiares. Há ligações com PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB.
As informações são de tirar o fôlego, nos arquivos há detalhes de pelo menos três dúzias de empresas que estavam na lista negra do governo dos EUA, incluindo barões da droga mexicanos e organizações terroristas. O fantástico relatório começou a ser divulgado ontem em todos os continentes numa ação muito bem elaborada para evitar que alguém pudesse atrapalhar.
O relatório inclui 29 bilionários da lista dos 500 mais ricos da FORBES. Vem mais muito mais. Dos nossos velhos conhecidos de acusações de corrupção, lavagem de dinheiro aparece o presidente da Câmara Federal. Já passou da hora de o Superior Tribunal Federal julgar o todo poderoso para sabermos por fim se ele tem moral para liderar um julgamento de impeachment da Presidência.
