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“Voltou muito embriagado”, diz esposa de Daniel Alves em julgamento do brasileiro na Espanha por estupro

De acordo com a imprensa espanhola, Joana Sanz pediu divórcio de Daniel Alves no ano passado. Defesa do ex-jogador nega. (Foto: Reprodução)

A esposa do ex-jogador brasileiro Daniel Alves, a modelo espanhola Joana Sanz, chegou nessa terça-feira (6) a um tribunal de Barcelona para prestar depoimento no segundo dia do julgamento de Alves. O brasileiro responde pela acusação de ter estuprado uma mulher em uma boate da cidade espanhola. Ele nega.

Segundo a imprensa local, que acompanha os depoimentos, Joana Sanz disse aos juízes que, na noite em que segundo a acusação houve o estupro, Daniel Alves havia ido jantar com amigos, mas que só voltou para casa por volta das 4h e muito embriagado. Ainda segundo a modelo espanhola, Alves “bateu no armário e caiu na cama”.

Joana declarou ainda que estava acordada quando Daniel chegou em casa, mas eles não conversavam muito “por causa do estado em que ele se encontrava”.

Divórcio

De acordo com a imprensa espanhola, Joana Sanz pediu divórcio de Daniel Alves no ano passado, após o brasileiro ser preso de forma preventiva. A advogada de Alves negou a informação.

No ano passado, ela deu declarações e fez publicações nas redes sociais indicando decepção com o marido – quando admitiu ter tido relações com a jovem que o acusa de estupro, Daniel Alves alegou ter mentido em um primeiro momento para ocultar da esposa a relação extraconjungal.

Em março do ano passado, logo após visitar Alves na prisão, Joana Sanz publicou um texto em suas redes sociais no qual dizia estar “fechando uma etapa” da sua vida.

O que diz a acusadora

A mulher que acusa Daniel Alves de estupro afirma que, na noite em que, segundo ela, o estupro ocorreu, estava com uma amiga e uma prima na área VIP da boate Sutton e que já tinha dançado com o jogador e amigos dele. Depois disso, diz ela, o atleta insistiu para que a jovem o acompanhasse até um outro recinto.

A jovem alega que achava que, nesse segundo espaço, havia uma nova área VIP. Ao entrar, no entanto, notou que estava num banheiro pequeno, que só tinha um vaso e uma pia. Lá, segundo a acusadora, aconteceu o estupro.

“Tribunal paralelo”

No início da sessão no primeiro dia de julgamento, a advogada de Daniel Alves, Inés Guardiola, afirmou que o jogador se diz vítima de um “tribunal paralelo”, feito, segundo ele, pela opinião pública. A defesa pediu a anulação do julgamento, alegando que a juíza responsável pelo caso não aceitou que um segundo perito examinasse a vítima.

Guardiola solicitou também que novos testes fossem realizados e, só depois disso, que o julgamento fosse retomado. A juíza não acatou o pedido, e a Promotoria contestou na sessão que todos os direitos do acusado foram preservados.

Tentativa de acordo

Em uma corrida contra o tempo e a uma semana do início do julgamento, a defesa do brasileiro ainda tentaram um acordo com advogados da mulher antes do julgamento, segundo fontes dos dois lados ouvidas pela rede de TV espanhola Telecinco.

Caso houvesse um acordo, as acusações seriam retiradas, e o julgamento, cancelado.

Segundo a Telecinco, citando fontes da acusação, as conversas sobre um acordo chegaram a ser protocoladas na Justiça, mas a divulgação de imagens da jovem pela mãe de Daniel Alves esfriaram as negociações.

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