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Porto Alegre Volume de resíduos retirado de trecho do dique do Sarandi, em Porto Alegre, supera uma piscina olímpica

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A limpeza do terreno, que antecede a reconstrução do dique, será concluída em até dez dias

Foto: Luciano Lanes/PMPA
A limpeza do terreno, que antecede a reconstrução do dique, será concluída em até dez dias. (Foto: Luciano Lanes/PMPA)

A etapa de demolições e limpeza do terreno nas obras de reconstrução do segundo trecho do dique do Sarandi, na Zona Norte de Porto Alegre, completou uma semana nesta sexta-feira (4). Nesse período, as equipes da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura retiraram cerca de 3,5 mil metros cúbicos de resíduos do local – volume que supera uma piscina olímpica, que tem 2,5 mil metros cúbicos.

Caminhões já fizeram mais de 100 viagens para transportar a caliça e o entulho gerados pela demolição das residências construídas, ao longo dos anos, junto à estrutura de proteção. Ao todo, 15 casas já foram retiradas desde a retomada das intervenções, autorizada pela Justiça no dia 27 de junho.

A limpeza do terreno, que antecede a reconstrução do dique, será concluída em até dez dias. Depois, será executado o projeto geotécnico de elevação da cota da estrutura. A compactação de argila, em camadas, e a construção de um talude deixarão a área protegida de cheias de até 5,8 metros.

“Este segundo trecho do dique, que tem 300 metros de extensão, ficará com as mesmas condições do primeiro, onde a obra terminou em janeiro. Temos cerca de quatro meses de trabalho pela frente”, explicou o diretor-executivo do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos), Vicente Perrone.

Histórico

O dique do Sarandi foi construído entre as décadas de 1960 e 1970, como parte do sistema de proteção contra cheias em Porto Alegre. Após a enchente histórica de 2024, um estudo conduzido pelo Dmae apontou a necessidade de reforço da estrutura, que, em alguns pontos, tinha cota inferior a 4 metros.

O plano de trabalho foi dividido em três fases. A primeira, que compreende 1,1 quilômetro do dique entre as casas de bombas 9 e 10, foi concluída em janeiro. Desde então, as intervenções estavam interrompidas para o acolhimento das famílias que viviam irregularmente na área da segunda fase da obra, que tem 300 metros.

Uma terceira fase, que compreende mais 2 quilômetros do dique, ainda está em aberto. Para a execução das obras, é necessário o acolhimento de cerca de 500 famílias.

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João Souza
4 de julho de 2025 16:17

Leitores , escrevam : Se em 2026 não houver chuvarada e enchentes, as obras atualmente em andamento, tais como as dragagens, os diques e outras, provavelmente serão suspensas, Assim como o muro da Mauá não era mais necessário. Acreditem, vão aparecer mais ECOCHATOS, dizendo que as obras não são mais necessárias. Esse ecochatos deviam ter sido afogados no Guaíba em 2024.

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