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Walkman, da Sony, está de volta com IA, peças em ouro e preço de R$ 32 mil

Novo Walkman foi projetado para reduzir interferências e preservar a integridade do sinal. (Foto: Sony/Divulgação)

A Sony lançou três novos tocadores de música digital com preços que variam de US$ 1,9 mil (R$ 10,4 mil) a US$ 5,9 mil (R$ 32,5 mil). É o primeiro lançamento de hardware em muitos anos a levar o nome Walkman. Não há informações sobre disponibilidade no mercado brasileiro.

Os novos aparelhos têm como objetivo proporcionar a melhor experiência sonora portátil para audiófilos. Toda a linha conta com um sistema aprimorado chamado DSD Remastering Engine, capaz de deixar os arquivos digitais com um som mais aconchegante e analógico.

Quando os usuários reproduzem arquivos musicais de baixa qualidade, os Walkmans utilizam inteligência artificial (IA) para identificar gêneros musicais e aprimorar tanto as altas frequências quanto os sons mais sutis.

Os três aparelhos já estão disponíveis para pré-venda, embora a Sony ainda não tenha informado quando começarão a ser entregues. Para aproveitar os dispositivos ao máximo, os consumidores também precisarão de fones de ouvido de alta qualidade.

A marca Walkman é fundamental para a tradição da Sony. No entanto, concorrentes como a Astell & Kern e algumas marcas chinesas oferecem tocadores de alta fidelidade a preços significativamente mais baixos.

Os tocadores da série WM1, o NW-WM1ZM3 (US$ 5,9 mil) e o NW-WM1AM3 (US$ 3 mil), têm tela de 5,5 polegadas com resolução de 1.080p, ligeiramente maiores e mais nítidas do que as de seus antecessores de 2022.

O modelo mais básico, o NW-ZX900, tem tela de 5 polegadas e foi atualizado para resolução de 1.080p, uma melhoria em relação aos 720p do modelo anterior.

O mais caro oferece vários recursos adicionais para justificar o preço de quase US$ 6 mil. Isso inclui um chassi de cobre sem oxigênio banhado a ouro que, segundo a empresa, ajuda a elevar a qualidade do som. Os parafusos também receberam tratamento banhado a ouro, proporcionando uma conexão de aterramento estável que oferece graves potentes, palco sonoro amplo e frequências agudas suaves.

Os dois modelos mais baratos possuem um invólucro principal de liga de alumínio com chassi traseiro banhado a ouro.

Todos os modelos rodam o sistema operacional Android. O modelo mais básico, o NW-ZX900 (US$ 1,9 mil), dá um salto para o Android 16, em comparação com o Android 12 encontrado em seu antecessor.

As estimativas de duração da bateria da Sony se referem a arquivos MP3 de baixa qualidade, a 128 kbps. O NW-WM1ZM3 e o NW-WM1AM3 podem durar até 31 horas de streaming ou 35 horas quando a música está armazenada no aparelho. O NW-ZX900 promete até 35 horas de streaming ou 40 horas de reprodução local.

O hardware do Walkman não tem sido o único foco da divisão de áudio da Sony. No início de outubro, a empresa lançou um microfone de áudio espacial exclusivo para smartphones, por US$ 250, capaz de capturar áudio imersivo para vídeos.

Em 2023, a Sony adquiriu a Audeze, fabricante de fones de ouvido, uma aquisição que tem beneficiado principalmente sua divisão PlayStation.

Homenagem

A Sony também lançou novos fones de ouvido com fio a um preço acessível, em uma iniciativa que a empresa descreveu como uma homenagem à era do Walkman dos anos 1980 e ao renascimento da tecnologia retrô.

O MDR-3R, que custa US$ 60 (R$ 330), está disponível nas lojas americanas. Inspirado no modelo lançado junto com o Walkman original em 1979, o novo aparelho foi modernizado com conector USB-C, microfone embutido para chamadas de voz e controle remoto integrado ao cabo.

Os fones mantêm as mesmas unidades de driver de 23 milímetros da versão vintage, mas receberam refinamentos para refletir as preferências auditivas modernas.

Parceria 

A Sony também está lançando um modelo mais caro, de US$ 80 (R$ 440), em parceria com a série Stranger Things, da Netflix. A edição especial inclui embalagem personalizada, o nome da série gravado no aparelho e almofadas vermelhas e pretas. A versão padrão vem com almofadas azuis e laranjas.

Os fones de ouvido com fio estão voltando a ganhar popularidade entre consumidores que não querem se preocupar com a recarga de baterias ou que preferem mantê-los como reserva.

A conexão direta por fio também tende a tornar a voz mais nítida em chamadas ou gravações de vídeos pelo smartphone.

A Bose lançou recentemente seus próprios fones de ouvido com fio, por US$ 99 (R$ 545), com cancelamento ativo de ruído.

Como o MDR-3R é uma aposta nostálgica em um produto lançado há 47 anos, não surpreende que os fones da Sony não tenham esse recurso. Em vez disso, a empresa destaca o design leve, que considera ideal para uso prolongado. (Com informações da agência Bloomberg)

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