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Wall Street recua na última sessão do ano, mas fecha 2025 com forte alta anual

Baixa em Nova York pode ser o prenúncio de perdas do Ibovespa nesta quarta (18), quando a B3 reabre. (Foto: Reprodução)

Os principais índices de Wall Street terminaram em baixa no último pregão de 2025, mas registraram grandes ganhos anuais após um ano volátil dominado pelas incertezas tarifárias do presidente norte-americano, Donald Trump, e uma euforia em torno de ações focadas em inteligência artificial (IA).

O S&P 500 perdeu 0,74%, para 6.845,50 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,76%, para 23.241,99 pontos. O Dow Jones caiu 0,63%, para 48.063,29 pontos.

No ano, o S&P 500 ganhou 16,39%, o Nasdaq subiu 20,36% e o Dow Jones avançou 12,97%.

A valorização foi impulsionada por um apetite insaciável por ações de inteligência artificial que levou os três índices a recordes neste ano.

Os setores de energia e de tecnologia estiveram entre os de pior desempenho.

“Não espero que os últimos dias tenham tanta influência sobre o desempenho do próximo ano. É perfeitamente normal em qualquer mercado em alta ter momentos de custo”, disse Giuseppe Sette, cofundador e presidente da Reflexivity, apontando para oportunidades de realização de lucros quando a liquidez estava baixa.

Wall Street teve uma recuperação extraordinária das mínimas de abril, quando as tarifas do “Dia da Libertação” de Trump provocaram um colapso nos mercados globais, afastaram investidores das ações dos EUA e ameaçaram o crescimento, tornando as perspectivas da taxa de juros mais incertas.

No Brasil

Já no Brasil, na última terça-feira (30), o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou o último pregão de 2025 com alta de 0,40%, aos 161.125,37. No ano, o principal índice de ações da bolsa acumulou uma valorização de 34%, melhor desempenho do Ibovespa desde 2016, quando teve uma performance de 39%.

No cenário interno, os investidores acompanharam a divulgação da taxa de desemprego do trimestre encerrado em novembro, que ficou em 5,2%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da menor taxa de desocupação desde 2012, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua.

Ainda nos indicadores do mercado de trabalho, de acordo com os dados do Cadastro Geral ‍de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o número de empregos com carteira assinada apresentou saldo positivo de 85.864 postos em novembro, acima do esperado pelo mercado.

Além disso, no exterior, o mercado repercutiu a divulgação da ata da última reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve, que sinaliza que a taxa de juros pode permanecer inalterada “por algum tempo” a depender do comportamento da inflação nos Estados Unidos.

Em 10 de dezembro, o colegiado reduziu a taxa de juros em 0,25 ponto porcentual, para a faixa entre 3,50% a 3,75% ao ano. Esta foi a terceira reunião consecutiva de queda dos juros básicos da economia americana. As informações são do site InfoMoney e da B3.

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