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WhatsApp deve atualizar sua política de privacidade no Brasil após pedidos de órgãos públicos

A medida foi tomada após o WhatsApp comunicar uma nova política de privacidade que previa o compartilhamento de mais dados com o Facebook, dono do app, no início do ano. (Foto: Reprodução)

O WhatsApp vai realizar algumas mudanças em sua política de privacidade direcionada aos usuários brasileiros após as recomendações feitas por órgãos públicos. As alterações devem ser apresentadas até o dia 31 de agosto e ainda serão discutidas em conjunto com a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), o MPF (Ministério Público Federal) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Em maio, esses órgãos produziram um documento recomendando que o aplicativo adiasse a vigência de uma atualização em seus termos.

A medida foi tomada após o WhatsApp comunicar uma nova política de privacidade que previa o compartilhamento de mais dados com o Facebook, dono do app, no início do ano.

Em comunicado conjunto, as autoridades brasileiras disseram que o WhatsApp sinalizou que pretende atender às recomendações incluindo um “ajuste do Aviso de Privacidade para o Brasil para refletir práticas de transparência, em níveis compatíveis ao que já realiza para usuários da União Europeia”.

Os órgãos disseram ainda que o app se comprometeu a:

– atualizar os termos sobre o WhatsApp Business (função do aplicativo para conversas com lojas e serviços comerciais);

– elaborar relatórios de impacto e outros documentos solicitados pela ANPD;

– e desenvolver materiais educativos para os titulares de dados sobre o uso seguro do aplicativo.

O WhatsApp disse, em nota, que “vê como positiva a oportunidade de esclarecer informações a respeito da atualização de sua política de privacidade”.

Resistência dos usuários

Após divulgar as mudanças na política de privacidade no começo do ano, o app deu pouco mais de um mês para que as pessoas aceitassem os novos termos.

A política foi anunciada como obrigatória, exceto na União Europeia e no Reino Unido, onde o WhatsApp segue a legislação que determina que as pessoas têm o direito de escolha de compartilhar ou não seus dados.

A novidade gerou desconfiança entre as pessoas, e aplicativos concorrentes como o Telegram e o Signal foram baixados milhões de vezes após a notificação aparecer para os usuários do app.

Diante dessa resistência, o aplicativo estendeu o prazo de vigência para que todos “tivessem mais tempo de entender a política”.

Os novos termos estão em vigor desde 15 de maio, mas os usuários que não fizeram o aceite continuam a usar o serviço sem restrições. As informações são do portal de notícias G1.

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