Quase 1,4 milhão de estudantes retornaram às aulas nesta terça-feira (1º) em cerca de 2,8 mil jardins de infância e escolas dos ensinos básico e fundamental em Wuhan, cidade na região central da China onde surgiu o novo coronavírus no fim de 2019.
As escolas de todo o país – fechadas no fim de janeiro por causa da pandemia – voltaram a abrir de forma gradual. Porém, em Wuhan, as escolas de ensino básico e fundamental ficaram fechadas por sete meses. Apenas as escolas de ensino médio da cidade tinham retomado as atividades em maio.
As instituições de ensino seguem protocolos para evitar os riscos de novos surtos: os alunos devem usar máscaras e evitar, na medida do possível, o transporte coletivo.
De acordo com dados oficiais, Wuhan concentrou 80% das mais de 4,6 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus na China. Para controlar a expansão do vírus, a cidade permaneceu 76 dias em confinamento no início do ano. Meses depois, Wuhan também organizou em maio uma campanha de testes em larga escala para a população de 11 milhões de pessoas.
Bélgica e França
As crianças retornaram nesta terça às escolas na França e Bélgica após seis meses de estudos interrompidos ou consideravelmente prejudicados por causa da pandemia de covid-19.
Nos dois países, após dois meses de confinamento, entre março e abril, apenas alguns níveis considerados prioritários foram autorizados a retornar às aulas antes das férias de julho (verão na Europa).
A situação representa um desafio para as autoridades de todo o continente, que tentam evitar que a retomada das aulas impulsione o número de novas infecções pelo novo coronavírus.
As crianças que retornaram às escolas não encontraram os centros de ensino de “antes”, devido às medidas sanitárias excepcionais que envolvem a retomada das aulas presenciais.
Alemães, norte-irlandeses e escoceses retomaram as aulas em agosto.
Adiamento em Nova York
A cidade de Nova York, a única grande metrópole dos Estados Unidos que planeja uma volta presencial às aulas, adiará a data de retorno para 21 de setembro para implementar medidas adicionais contra o coronavírus exigidas pelos professores, que ameaçaram entrar em greve.
O reinício aconteceria, inicialmente, a partir dia 10 de setembro. O plano é uma combinação de aulas presenciais e online.
O prefeito Bill de Blasio afirmou que as aulas presenciais acontecerão duas ou três vezes por semana, a partir do dia 21 de setembro.
O plano prevê protocolos para uso de máscaras, distanciamento social, melhora na ventilação das salas, menor número de alunos por turma, um enfermeiro em cada escola, exigência de exames negativos para o vírus para os funcionários e, se a taxa de contágio do vírus ultrapassar 3% (atualmente é de 0,9%), as aulas serão suspensas.
Como parte do acordo com os professores, a cidade implementará um sistema nas escolas para testar de 10% a 20% dos alunos e funcionários a cada mês.
