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Yeda Crusius pode assumir na Câmara dos Deputados

Ex-governadora Yeda Crusius (PSDB) (Foto: Banco de Dados/ o Sul)

A costura política que se realiza em Brasília poderá criar fatos políticos importantes a partir da indicação de detentores de mandato parlamentar para o ministério. A perspectiva de anúncio de um novo ministério, na próxima semana, a partir da votação, pelo Senado, da admissibilidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, na quarta-feira, acelerou as conversações em Brasília para a formação de um grupo de trabalho de “notáveis”, como pretende o vice-presidente da República, Michel Temer.

O gaúcho Eliseu Padilha, principal interlocutor de Temer e futuro ministro da Casa Civil, discreto, embora saiba, prefere não mencionar nomes de outros gaúchos. Mas, no caso do Partido Progressista, que indicará os ministros da Saúde e da Agricultura, já se sabe que o comando do agronegócio ficará com um gaúcho. Internamente, o partido avalia três nomes de peso e com trânsito no setor: a senadora Ana Amélia, o deputado federal Luiz Carlos Heinze e o ex-ministro da Agricultura Francisco Turra, atual presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal.

Consequências da nomeação na Agricultura

Caso a senadora Ana Amélia assuma o Ministério da Agricultura, será a vez do seu suplente, o escritor e ex-secretário do Meio Ambiente José Alberto Wenzel, do PSDB, assumir a vaga no Senado. Se o indicado for o deputado federal Luiz Carlos Heinze, a sua saída da Câmara dos Deputados implicará na posse da ex-governadora Yeda Crusius (PSDB), primeira suplente na coligação em que PP, PSDB e PRB disputaram a eleição para a Câmara dos Deputados em 2014. Caso isso ocorra, Yeda Crusius, que já foi deputada federal e ocupou o Ministério do Planejamento, se cacifa ainda mais para a disputa da prefeitura de Porto Alegre.

Paim quer nova eleição

O senador gaúcho Paulo Paim, que cogitou deixar o PT no final do ano passado, agora engajou-se na defesa da proposta de novas eleições este ano. O senador defende a aprovação, pelo Congresso Nacional, da emenda constitucional que prevê a antecipação das eleições para presidente e vice-presidente da República para este ano.

Lamachia: impeachment não é golpe

Incomodado com o tom do ex-presidente da OAB, Marcelo Lavenére, que classificou, na Comissão do Senado, como “golpe” o processo legal de impeachment que tramita no Senado Federal, o atual presidente da Ordem, o advogado Claudio Lamachia, subscreveu uma nota duríssima, na qual afirma que “a OAB refuta o uso do termo golpe. O que a Ordem fez foi se posicionar tecnicamente de forma favorável a um remédio constitucional, que é o impeachment. As razões do pedido de impeachment feito pela OAB são as pedaladas fiscais [que já estão em análise pelo Congresso Nacional], as renúncias fiscais ilegais em favor da Fifa, a tentativa de obstrução do Judiciário e a nomeação de um aliado político – Lula – para o cargo de ministro para beneficiá-lo com prerrogativas especiais”.

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