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Zucco anuncia cinco secretários e desenha governo para enfrentar ajuste fiscal, desafios climáticos e pressão por resultados no RS

 

Ao lado da vice-governadora eleita Silvana Covatti, governador apresenta primeiros nomes do secretariado e sinaliza estrutura mais enxuta, focada em eficiência, investimento e capacidade de execução

O anúncio dos cinco primeiros secretários oferece uma prévia do perfil que pretende imprimir à futura administração: gestão técnica, articulação política e foco em resultados em um Estado que precisará ampliar investimentos, preservar o equilíbrio fiscal e responder aos impactos cada vez mais frequentes dos eventos climáticos extremos.

Foram anunciados Leandro Sonne para a Casa Civil, Paulo Hermann para a Agricultura e Desenvolvimento Rural, Roni Miranda Vieira para a Educação, Mauro Sinott para a Segurança Pública e Liliana Cardoso para a Cultura. Segundo Zucco, a escolha dos nomes priorizou experiência, qualificação e capacidade de entrega.

“Estamos escolhendo os melhores”, afirmou o governador eleito ao defender um modelo de gestão baseado em competência técnica e compromisso com resultados.

As primeiras indicações sugerem uma tentativa de equilibrar renovação e continuidade administrativa. O objetivo é preservar iniciativas consideradas eficientes, ao mesmo tempo em que novas práticas de gestão são incorporadas para ampliar a capacidade de execução do Estado.

A escolha de Leandro Sonne para a Casa Civil coloca no centro do governo um dos principais responsáveis pela articulação política da futura gestão. Com experiência no Executivo e no Legislativo, ele terá a missão de coordenar a relação com a Assembleia Legislativa, integrar a atuação das secretarias e dar sustentação institucional às principais agendas do governo.

“Independentemente de ideologia, precisamos buscar convergência nos temas importantes para o Rio Grande do Sul”, afirmou Sonne ao falar sobre a condução da pasta.

Na área econômica, a indicação de Paulo Hermann foi uma das mais observadas pelo setor produtivo. Com trajetória ligada ao agronegócio e à gestão empresarial, ele assume defendendo uma agenda voltada ao aumento da produtividade, recuperação dos solos e adaptação da agropecuária aos impactos das mudanças climáticas.

“O solo é a nossa caixa d’água. Precisamos fazer com que a água permaneça onde ela é necessária para produzir”, afirmou, ao abordar os desafios enfrentados pelo campo gaúcho após sucessivos eventos climáticos extremos.

Para a Educação, Zucco buscou uma referência nacional ao convidar Roni Miranda Vieira, atual secretário da área no Paraná. A expectativa é aproveitar experiências relacionadas à melhoria do desempenho escolar, expansão da formação profissional e modernização da gestão educacional.

Na Segurança Pública, o escolhido foi o general da reserva Mauro Sinott, que acumula experiência em operações militares, missões internacionais e coordenação de estruturas de segurança. O desafio será manter a trajetória de redução dos índices criminais e aprofundar a integração entre as forças de segurança. A permanência do coronel Ikeda como secretário-adjunto reforça a estratégia de continuidade em uma das áreas mais sensíveis da administração estadual.

A Secretaria da Cultura ficará sob responsabilidade de Liliana Cardoso, atual titular da pasta em Porto Alegre. Ligada ao tradicionalismo gaúcho e às manifestações culturais populares, ela destacou a importância da cultura como ferramenta de inclusão, identidade e desenvolvimento social.

Fora do grupo anunciado, mas com papel central na futura administração, Leonardo Pascoal seguirá coordenando os trabalhos de transição entre o governo atual e a equipe eleita. Caberá a ele organizar informações e diagnósticos que servirão de base para os primeiros meses da nova gestão.

Durante o evento, Zucco confirmou que novos integrantes do secretariado deverão ser anunciados na próxima quinta-feira. Segundo ele, a estrutura administrativa ainda está sendo finalizada, mas a expectativa é trabalhar com um modelo mais enxuto, formado por 15 a 20 secretarias, concentrando áreas afins e reduzindo sobreposições administrativas.

Os primeiros anúncios indicam uma administração que terá de conciliar responsabilidade fiscal, ampliação da capacidade de investimento e crescimento econômico em um momento em que o Rio Grande do Sul busca preservar sua competitividade e responder aos impactos cada vez mais frequentes dos eventos climáticos extremos. Mais do que a formação do primeiro escalão, as escolhas feitas por Zucco revelam a tentativa de estruturar um governo orientado por execução, eficiência e capacidade de entrega, atributos que serão decisivos para uma gestão que inicia sob forte cobrança por resultados. (por Gisele Flores – gisele@pampa.com.br)

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