Sexta-feira, 13 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Embraer faz primeira entrega do maior avião comercial produzido no Brasil

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Reprodução/Twitter/@embraer)

A Embraer entregou nesta quinta-feira (12) a primeira unidade do jato E195-E2, maior avião comercial projetado e construído no Brasil. O modelo é o segundo lançamento da nova família de jatos E2, aposta da futura Boeing Brasil Commercial no mercado de aviões para até 150 passageiros — o menor E190-E2 foi lançado em 2018. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Ao completar 50 anos não poderia imaginar um momento mais significativo para a Embraer do que entregar o maior avião que já fizemos para uma empresa daqui”, afirmou o presidente executivo da Embraer Aviação Comercial, John Slattery, durante a cerimônia de entrega do avião em São José dos Campos (SP).

A companhia de lançamento do E195-E2 será a Azul, que encomendou 51 unidades para renovar sua frota. Hoje, a Azul voa com o E190 e o E195 de primeira geração, sendo a única grande companhia aérea brasileira a operar jatos da Embraer. A meta é substituir todos os jatos E1 por E2 até 2022, afirmou o fundador da Azul, o executivo David Neeleman.

A primeira rota operada pelo E195-E2 será Campinas-Brasília. “Queremos mostrar para o governo essa bela aeronave fabricada aqui [no Brasil]. Vamos começar já em outubro”, afirmou o presidente executivo da Azul, John Rodgerson.

Segundo ele, a companhia espera abrir de seis a oito novas rotas por ano graças ao E2. Uma delas será o voo para Natal saindo de Campinas, maior hub da Azul.

Rodgerson disse ainda que a partir de janeiro todos os aviões entregues à Azul já terão wi-fi a bordo. “O preço não vou divulgar agora mas vai ser quase zero”, brincou.

O desafio do novo avião será provar a economia que promete para deslanchar as vendas.

A Azul vai operar o E195-E2 na configuração de classe única, com 136 assentos —o modelo tem capacidade para até 146 passageiros, quase 20 a mais do que o modelo da primeira geração.

Ao mesmo tempo, o custo por assento, cálculo crucial para as companhias, caiu 25,4% em relação ao antecessor, segundo a Embraer. Os custos de manutenção são 20% menores, também de acordo com a fabricante.

Além disso, o alcance de voo aumentou, chegando a 4.917 quilômetros. “Normalmente se melhora um ou outro [custo por assento ou alcance]. Com o E2 conseguimos ambos”, ressaltou Slattery.

Dos US$ 1,75 bilhão (R$ 7,1 bilhões) investidos no programa E2, 25% foram destinados ao desenvolvimento das novas asas. Em comparação à primeira geração, 75% dos sistemas do E2 são novos.

Investidores gostaram das novidades. As ações da companhia aérea saltaram 5,4% no pregão da Bolsa desta quinta (2) e foram a R$ 52, maior valor em um mês. As ações da Embraer subiram 4,4%, a R$ 19,46, também maior patamar desde agosto.

Até o momento, no entanto, as encomendas não deslancharam. Dentre os 124 pedidos firmes pelo novo modelo, a Azul é a única cliente de grande porte. Outras encomendas vieram de pequenas companhias da Espanha, Nigéria e empresas de leasing.

Um outro potencial grande cliente, a holandesa KLM, ainda não finalizou o acordo anunciado em junho para a compra de até 35 aviões E195-E2, sendo 15 pedidos firmes e 20 opções (que podem ou não ser transformadas em compras firmes).

E um antigo cliente, a americana JetBlue, controlada por Neeleman, trocou o E195-E2 pelos Airbus A220, frutos da parceria da fabricante europeia com a canadense Bombardier, principal rival da Embraer.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Mulheres que sofrem discriminação sexual têm três vezes mais chances de desenvolver depressão
Cientistas americanos descobrem coquetel do rejuvenescimento
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar