Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Imposto de Renda 2018: veja os itens que as pessoas mais esquecem de declarar

A falta de sol pode fazer mal para os ossos e para o coração

No caso da exposição ao sol, pelo menos nos 15 minutos a pessoa não deve usar o protetor solar. (Foto: Reprodução)

Pode parecer pouco, mas apenas 15 minutos de exposição ao sol por dia tem uma grande importância na manutenção da vitamina D no organismo. A falta dela pode afetar diretamente o fortalecimento dos ossos, aumentando os riscos de fraturas e de osteoporose (enfraquecimento dos ossos).

A falta de vitamina D é mais comum em idosos. Vai ocorrendo ao longo da vida e acaba se exacerbando na terceira idade. Mas, segundo médicos, o número de pessoas mais novas com a deficiência vitamínica tem aumentando nos últimos anos.

“Está ficando comum entre os jovens, pois ninguém mais toma sol”, diz Paulo Camiz, Geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo. “A fonte de vitamina D vem do sol, disparado. Depois vem um pouco da dieta, com peixes de água fria”, completa.

No caso da exposição ao sol, pelo menos nos 15 minutos a pessoa não deve usar o protetor solar. Ele impede a penetração dos raios ultravioletas que agem para a produção da vitamina. Assim, após esse tempo é que a pessoa deve se proteger.

Coração

Alguns estudos também mostram que a vitamina D tem ganhado um papel importante para o coração.

“De uns tempos para cá apareceram alguns trabalhos que mostram o benefício da vitamina D no sistema cardiovascular. Ela auxilia no controle da contração do músculo cardíaco, permitindo o relaxamento dos vasos sanguíneos e diminuindo a placa de gordura. Alguns estudos apontam até uma diminuição na incidência de óbitos”, explica Marcelo Sobral, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular.

“Muitas pessoas desconhecem a deficiência e não fazem reposição da vitamina D”, completa o cirurgião.

Bipolar

 O transtorno bipolar é um problema de esfera psiquiátrica que, em alguns casos, é difícil de diagnosticar. Agora, uma nova pesquisa encontrou uma correlação com uma proteína ligada à vitamina D, que poderia de alguma forma ajudar a diagnosticar precocemente este distúrbio e, consequentemente, intervir prontamente para o tratamento em crianças e adolescentes.

Como os níveis de vitamina D no sangue podem estar ligados ao transtorno bipolar? Pesquisadores da Ohio State University chegaram a uma conclusão importante sobre esse aspecto, e tiveram os resultados dessa pesquisa  publicados na revista Translational Psychiatry.

Os pesquisadores norte-americanos no estudo piloto, conduzido no Harding Hospital do Wexner Medical Center in Ohio State, fizeram uma amostragem de 36 adolescentes (dos quais 13 eram saudáveis, 12 eram diagnosticados com transtorno bipolar e 11 com depressão grave). Os cientistas se propuseram a examinar fatores que poderiam estar envolvidos em distúrbios de humor no nível celular e marcadores encontrados no sangue. Foi encontrada uma correlação significativa entre o transtorno bipolar e a presença excessiva de uma proteína que está ligada à vitamina D.

Analisando o sangue de todos os participantes, verificou-se que somente os adolescentes que sofriam de transtorno bipolar apresentavam valores superiores a 36% dessa substância. A descoberta é importante, pois pode ajudar a acelerar o diagnóstico do transtorno bipolar desde cedo usando um simples exame de sangue.

Atualmente, como afirma Ouliana Ziouzenkova, principal autora do estudo, leva-se em média 10 anos entre o aparecimento dos primeiros sintomas da doença e um verdadeiro diagnóstico.

A principal vantagem de ter disponíveis marcadores sanguíneos que poderiam dar uma indicação útil nesta patologia, seria sem dúvida, a possibilidade de poder iniciar imediatamente as terapias apropriadas.

Deixe seu comentário: