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A Igreja Católica na França recebeu os filhos de padres

Objetivo é diminuir casos de abandono de menores na África. (Foto: Reprodução)

A Igreja Católica na França rompeu séculos de tabu e deu um passo histórico que abre caminho para o reconhecimento de filhos de padres.

Segundo a imprensa local, o secretário-geral da Conferência Episcopal Francesa (CEF), Olivier Ribadeau Dumas, recebeu três filhos de sacerdotes católicos, membros da associação Les Enfants du Silence (Os filhos do silêncio), que reúne hoje cerca de 50 pessoas na mesma situação.

O encontro de uma hora e meia ocorreu em 4 de fevereiro, mas se manteve secreto até o último fim de semana. Dumas explicou que a discussão foi “cordial e construtiva” e disse que escutou os “sofrimentos de homens e mulheres habituados a ser educados em uma espécie de sentimento de vergonha”.

“Foi um momento muito emocionante. Pela primeira vez sentimos que a Igreja nos estava abrindo as portas, que não negava mais nossa existência”, disse Anne-Marie Jarzac, 67 anos, filha de um padre e uma freira.

De acordo com o jornal Le Monde, membros da associação testemunharão perante alguns bispos no mês de junho. “É uma etapa crucial. Penso em todos os filhos de sacerdotes que tentam desesperadamente saber quem eram seus pais e se deparam com o silêncio da Igreja”, acrescentou Jarzac.

Em fevereiro passado, o Vaticano já havia reconhecido a existência de um documento secreto que fixa diretrizes relativas a filhos de padres. O arquivo nunca foi divulgado.

O cardeal Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero, comentou sobre esse tema há alguns meses e disse que a Santa Sé tenta “fazer o possível” para acelerar a dispensa do estado clerical de padres que tiveram filhos.

Desarmamento

Os prelados lançaram um apelo por uma ação visando o desarmamento progressivo dos pastores que vivem ao longo das fronteiras do Quénia, Uganda, Etiópia e Sudão do Sul, com o envolvimento das autoridades nacionais e locais e de várias organizações da sociedade civil.

Para que o desarmamento aconteça de maneira pacífica – disseram os Bispos – deve-se primeiro criar um clima de confiança, colaboração e respeito, e de proteção da vida por parte das comunidades locais, das organizações da sociedade civil, das diferentes confissões religiosas e dos governos.

Apelo aos governos locais

Além disso, embora reconhecendo os esforços dos governos do Quénia, Uganda, Sudão do Sul e Etiópia com as suas constantes iniciativas de construção da paz a nível nacional e transfronteiriço, os Bispos pediram aos governos da região para assumirem um papel de liderança. na sensibilização das comunidades de pastores sobre a necessidade de abraçar a coexistência pacífica e o desarmamento. Em particular, “os governos deveriam fornecer meios de subsistência alternativos ou complementares às pessoas que vivem nas áreas afetadas por conflitos.

O empenho da Igreja

Finalmente, os Bispos africanos reafirmaram o seu empenho “como Igreja Católica”, no cumprimento do mandato de evangelização e cuidado pastoral. “Compreendemos que o nosso trabalho inclui a transformação da mente e do coração dos membros das nossas comunidades, falando às suas consciências. Temos a tarefa de apoiar o respeito pela vida humana e de promover a convivência pacífica”.

Alguns dados

Segundo o Regional Center for Small Arms (Centro Regional de Armas Ligeiras), RECSA, na região de fronteira entre o Uganda, o Sudão do Sul, o Quénia e a Etiópia, existem 8 milhões de armas ligeiras nas mãos de civis, num total de 36 milhões mantidas por civis em toda a África – (Agência Fides).

 

 

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