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Angela Merkel acredita em acordo entre Reino Unido e União Europeia

Merkel e Johnson durante encontro em agosto. (Foto: Number 10/Fotos Públicas)

Abordando o “Brexit” num discurso na câmara baixa do parlamento alemão (Bundestag), Angela Mekel declarou-se “firmemente convencida” de que ainda há “todas as oportunidades” de uma saída do Reino Unido da UE (União Europeia) de forma ordenada, ou seja, com um acordo. As informações são do Jornal Econômico.

“E o governo alemão vai comprometer-se até ao último dia a tornar isso possível”, insistiu a chanceler, durante os debates sobre o orçamento de 2020 no Bundestag.

Angela Merkel acrescentou, no entanto, que a Alemanha “também se preparou para uma partida desordenada”.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse que tentará encontrar um novo acordo de saída com a UE na cimeira da UE de 17 e 18 de outubro, depois de ter uma série de tropeços na Câmara dos Comuns britânica, incluindo a perda da sua maioria parlamentar.

Na terça-feira, o líder conservador, que deu como certo o “Brexit” a 31 de outubro, determinou ao Parlamento uma pausa forçada de cinco semanas, numa ação muito controversa.

A oposição britânica quer garantir que a perspetiva de um “não acordo” e o caos econômico sejam descartados e que o “Brexit” seja adiado por três meses se nenhum acordo for firmado até 19 de outubro, como o Parlamento votou na semana passada.

Johnson quer renegociar a cláusula de “backstop” na fronteira irlandesa, uma questão muito delicada. Londres e Bruxelas não concordam em como manter essa fronteira aberta após o “Brexit”.

Tribunal escocês

Os magistrados da mais alta instância judicial da Escócia declararam que a decisão de Boris Johnson de suspender o parlamento, antes do prazo do Brexit a 31 outubro, é ilegal.

De acordo com o The Guardian, os três juízes do principal tribunal de recurso civil daquele país e presidido por Lorde Carloway, o juiz mais importante da Escócia, revogaram uma decisão anterior de que os tribunais não tinham o poder de interferir na decisão política do primeiro-ministro de prorrogar o parlamento.

Assim, um painel de três juízes do Tribunal da Relação da Escócia, decidiu a favor de 75 deputados da oposição que desafiaram a legalidade da decisão do primeiro-ministro conservador e declararam a decisão “inconstitucional”, pois foi projetada para reprimir o debate e a ação parlamentar contra um “hard Brexit”. O Parlamento foi ficou suspenso, desde segunda-feira, até 14 de outubro.

O governo britânico vai apelar contra a decisão do tribunal de recurso escocês, que contradiz outra deliberação judicial da semana passada. Foi agendada uma audiência de emergência, para dia 17 de setembro, para que os magistrados apresentem ambos argumentos para ambos os casos.

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