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Ayrton Senna é homenageado pela Força Aérea Brasileira com avião estilizado

Detalhe da pintura da aeronave Mirage da Força Aérea Brasileira. (Foto: Divulgação/FAB)

Ayrton Senna sempre foi um grande entusiasta da velocidade, não só nas corridas de Fórmula 1. Sempre acelerando, fosse com uma bicicleta, um jet ski ou em uma lancha, o piloto brasileiro realizou o sonho de um voo supersônico há 30 anos. Na ocasião, Senna esteve em um avião de caça da FAB (Força Aérea Brasileira), e para celebrar os 25 anos do legado do tricampeão, a FAB resolveu customizar o Mirage 2000C com base na pintura icônica do capacete do ídolo da Fórmula 1.

O avião foi apresentado na base área de Anápolis, em Goiás, em evento que contou com a presença de Leonardo Senna, irmão de Ayrton. Ele usou um capacete especial, com a pintura nas mesmas cores imortalizadas pelo tricampeão brasileiro.

“Ele (Ayrton) estava mais bem preparado do que eu. Teve uma história de que ele pediu para passar bem perto do chão e eu não fiz esse pedido não, mas eu queria um pouco de emoção sim”, disse Leonardo Senna.

Foi em 29 de março de 1989 que Senna rompeu a barreira do som, atingindo uma velocidade acima dos 1,700 km/h no Mirage II do Esquadrão Jaguar, de Anápolis. Comandante da base goiana, Antonio Mioni Rodrigues falou sobre a relação de Ayrton com a instituição.

“A FAB tem Ayrton Senna como ídolo, assim como todos os brasileiros o idolatram. Para nós ele é especial”, disse o coronel aviador.

Dois anos antes, em 1987, às vésperas do início da temporada de Fórmula 1 no GP do Brasil disputado no autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, o piloto rompeu a barreira do som a bordo do caça F-5. No capacete do então piloto da Lotus estava estampado o distintivo do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA), o esquadrão aéreo enviado para combater nos céus da Itália. “Rendo esta homenagem, no propósito de mostrar aos jovens de minha geração que o Brasil também tem seus heróis”, afirmou à época Ayrton Senna ao pousar.

Filho de Sid Mosca, o responsável pela pintura dos capacetes de Ayrton na F1, Alan Mosca participou da homenagem, fazendo parte da criação da pintura do Mirage 2000C junto do designer Raí Caldato, responsável pela arte, e que também faz o design do capacete de Lewis Hamilton.

“Nós conseguimos juntar diversas datas históricas e colocamos nessa homenagem ao Ayrton. São 25 anos do legado dele, 40 anos do Esquadrão Jaguar e ainda remete ao voo do Senna com o Mirage III feito há 30 anos. Estou muito feliz por participar dessa homenagem e agradeço ao Raí por ter feito esse layout muito bonito”, disse Alan.

Caldato também comentou sobre o projeto: “Esse projeto tem um significado muito grande para mim, já que estão juntas duas paixões da minha vida: a aviação e o meu fanatismo pelo Ayrton. Agradeço todos da FAB e do Instituto Ayrton Senna por fazer parte desse projeto”.

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