Terça-feira, 10 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Boa forma combate o câncer

Compartilhe esta notícia:

Exercícios aumentam resposta à quimioterapia e reduzem recorrência de tumores. (Crédito: Reprodução)

Com diagnóstico de câncer, a empresária Luciana Provenzano lembra que recebeu de seu médico um artigo científico sobre os benefícios do exercício físico para reduzir os sintomas da quimioterapia. De início, a notícia da doença, confessa ela, deixou-a “aterrorizada”. Pensava que ficaria fraca e magra demais. Mas como já era fisicamente ativa, seguiu a recomendação: caminhadas, ioga e musculação faziam parte de sua rotina.
“Como queria ter o mínimo de sintomas, me exercitava quase todos os dias. Quando estava muito cansada, meu professor ia lá em casa fazer uma sessão mais leve de ioga ou reiki. E nos dias críticos, não fazia nada”, lembra Luciana, diagnosticada com um linfoma não-Hodgkin, que resume: “Passei muito bem todo o tratamento”.

Praticar atividade física e manter uma alimentação saudável estão mudando a cara do tratamento do câncer. Novos estudos trazem dados mostrando que até os resultados do tratamento são melhores quando atrelado ao exercício, respeitando-se, claro, os limites de cada paciente. E mais: as chances de retorno do câncer são menores.

Na outra ponta, o impacto da obesidade na ocorrência da doença está ganhando proporções enormes. A Asco (Sociedade Americana de Oncologia Clínica) identificou o combate ao excesso de peso como uma iniciativa-chave para que não se percam as décadas de progresso na prevenção do câncer. A obesidade está rapidamente superando o tabaco, e estima-se que ela se tornará a principal causa de câncer prevenível no mundo, um alerta que ganhou a atenção de médicos.

“A obesidade causa uma síndrome metabólica, desequilibrando, por exemplo, o metabolismo da insulina. Ela não está ligada apenas ao açúcar, como costumamos pensar, mas a outras ações, como a divisão celular. Não se sabe exatamente o mecanismo, mas acredita-se que este desequilíbrio aumenta o risco de alterações que provocam o tumor”, explica o oncologista Benedito Rossi.

O médico de Luciana, o oncologista Daniel Tabak, lembra que os benefícios do exercício durante o tratamento não têm relação com a intensidade do treinamento. “O cansaço associado à quimioterapia pode desestimular a atividade, mas mesmo em níveis leves e moderados nota-se melhora”, explica.

Segundo Tabak, não há restrições à atividade, apenas recomenda-se que ela seja intensificada de forma gradual e seguindo os limites de cada um, de acordo com a rotina de exercício antes do diagnóstico. Por sinal, os cuidados devem ser redobrados se o paciente era sedentário.

Um artigo publicado durante o último congresso da Asco pelo pesquisador Lee Jones, do Centro de Câncer Memorial Sloan (EUA), ressalta que apenas recentemente se passou a investigar se fatores modificáveis, como peso corporal, dieta e atividade física, teriam alguma influência no indivíduo após o diagnóstico do câncer. Segundo ele, os novos estudos sugerem que, geralmente, exercícios regulares estão associados com uma redução de 10% a 50% do risco de recorrência do tumor. Um deles, da pesquisadora Jennifer Ligibel, do Instituto de Câncer Dana-Farber (EUA), mostrou essa eficácia para tumores de mama e gastrointestinais.
Jennifer lembra que nos próximos 20 anos são estimados 500 mil novos casos de câncer devido à obesidade. No entanto, se cada americano perdesse em média 1 quilo, poderiam ser evitados 100 mil novos casos. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Séries de TV estão deixando as mulheres cada vez mais poderosas
Juiz autoriza interrupção de gravidez sem chances de vida
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar