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Mundo Bolsonaro e Putin conversarão sobre a Bolívia durante a cúpula dos Brics

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Bolsonaro chega ao país de Putin nesta terça-feira (15) em meio à uma tensão bélica com a Ucrânia. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira que conversará com o presidente Jair Bolsonaro sobre a situação na Bolívia durante a cúpula do Brics, que reúne os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que será realizada na próxima quarta-feira e quinta-feira, em Brasília. As informações são da agência de notícias Efe e da Agência Brasil.

“Com Bolsonaro já houve uma reunião em Osaka. Agora será uma conversa mais profunda. A agenda será fundamentalmente bilateral e, é claro, questões internacionais e regionais também serão tocadas, levando em conta a situação na Bolívia”, afirmou Yuri Ushakov, assessor presidencial para Assuntos Internacionais.

Putin se reunirá com Bolsonaro na próxima quinta, no final da cúpula, onde também se reunirá com o presidente da China, Xi Jinping, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, informou que a situação na Bolívia, onde Evo Morales renunciou à presidência, não afetará a viagem de Putin, que cancelou sua passagem pelo Chile pouco antes da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

“Estamos preocupados com a evolução dos eventos. Pedimos que as forças políticas bolivianas se acalmarem e busquem um acordo baseado no diálogo e na cooperação, no interesse de uma pronta restauração da ordem constitucional e da garantia de direitos dos cidadãos”, disse Ushakov.

O diplomata russo expressou sua confiança de que a comunidade internacional e, em particular, os países da região e vizinhos da Bolívia ajam com responsabilidade.

Sobre a situação de Morales, o porta-voz do Kremlin negou que a Rússia manteve contato com Morales e que este tenha solicitado asilo.

Ele defendeu que o conflito fosse resolvido sem interferência externa, enquanto o Ministério das Relações Exteriores russo disse que o ocorrido na Bolívia seguiu “um padrão de golpe de estado”.

Asilo político

O México concedeu nesta segunda-feira (11) asilo político ao ex-presidente da Bolívia Evo Morales. Por meio de sua conta na rede social Twitter, o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, confirmou a informação. O líder boliviano renunciou ao cargo no domingo (10) após uma onda de protestos que já durava 21 dias.

Faremos valer o direito de asilo que o México sempre promoveu e exerceu em diferentes circunstâncias históricas que caracterizam nossa política externa”, destacou nota divulgada pelo governo mexicano. O comunicado cita que o país vai pedir uma reunião urgente com a Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar dos recentes acontecimentos na Bolívia.

Além de Evo, também renunciaram ao cargo o vice-presidente do país, Álvaro García Linera, o presidente da Câmara de Deputados, Víctor Borda, e a presidente do Senado, Adriana Salvatierra. Cabe agora ao Legislativo escolher um novo presidente do Senado, para que possa acatar a renúncia de Morales e dar início ao processo de novas eleições.

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