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Acontece Expointer: safra recorde leva até 80 azeites brasileiros à degustação

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Espaço coletivo do Ibraoliva reúne cerca de 30 produtores e até 80 rótulos; iniciativa aposta em preço unificado e degustação para aproximar consumidor do azeite extravirgem nacional..

Foto: Artur Chagas AgroEffective Divulgação.

Espaço coletivo do Ibraoliva reúne cerca de 30 produtores e até 80 rótulos; iniciativa aposta em preço unificado e degustação para aproximar consumidor do azeite extravirgem nacional

A 49ª Expointer,  já tem entre as atrações a venda e a degustação de azeites de oliva extravirgem brasileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), a abertura das vendas ocorre após a maior safra de azeite de oliva já registrada no Brasil. Em 2026, o País produziu 1,434 milhão de litros, crescimento de 496,75% em relação a 2025. O Rio Grande do Sul respondeu por cerca de 1,17 milhão de litros do total produzido.

O espaço coletivo do setor no Pavilhão Internacional reúne cerca de 30 produtores e entre 60 e 80 rótulos de diferentes regiões produtoras. Um dos diferenciais é a adoção de preço unificado, permitindo que o visitante escolha os produtos principalmente a partir da degustação e de suas preferências.

O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, afirma que a presença na feira representa uma celebração do avanço da olivicultura brasileira e uma oportunidade para ampliar o contato do público com os azeites produzidos no País. “Na verdade, estamos comemorando a maior safra da história da produção de azeitonas e de azeite no Brasil. O consumidor tem, nesta Expointer, a oportunidade de fazer uma verdadeira degustação dos grandes azeites produzidos no Brasil”, afirma.

Além da compra de unidades individuais, o espaço oferece opções de caixas com três ou seis produtos. A proposta, segundo Flávio Obino Filho, é incentivar o consumidor a experimentar diferentes variedades e descobrir suas preferências. “O convite é para degustar, comprar e levar para casa. O azeite pode ser usado com arroz, risoto, salada, sopa e até em doces. Escolha a sua preferência e depois faça o contato com o produtor. Tenho certeza de que, depois de conhecer esses produtos, o consumidor não vai deixar de comprar azeite brasileiro”, projeta.

A degustação também terá um papel de orientação ao consumidor em um momento de questionamentos sobre a qualidade de produtos comercializados como azeite extravirgem no mercado brasileiro. Segundo Obino Filho, a experiência sensorial permitirá ao público perceber diferenças entre produtos de categorias distintas. “Em meio às denúncias sobre azeites vendidos como extravirgem, mas que não são realmente extravirgem, o público terá a oportunidade de, por meio de um teste sensorial, observar diferenças que podem ser bastante evidentes”, afirma.

O presidente do Ibraoliva ressalta que o azeite extravirgem possui parâmetros específicos de qualidade e que a avaliação dos produtos envolve aspectos químicos, físicos e sensoriais. Parte dos azeites gaúchos expostos na Expointer também contará com o Selo Premium, iniciativa desenvolvida pela Secretaria de Inovação Ciência e Tecnologia (Sict) em parceria com o Ibraoliva.

Para receber a certificação, o azeite precisa passar por análises laboratoriais e avaliação sensorial. O selo, segundo Obino Filho, está vinculado ao lote efetivamente examinado, oferecendo uma camada adicional de rastreabilidade e garantia ao consumidor. “Para ter o selo, o azeite precisa ter passado pelos testes químicos, físicos e sensoriais. É uma garantia adicional de que aquele produto foi analisado e aprovado”, explica.

Entre os indicadores utilizados para classificação está a acidez. Pela legislação e pelos parâmetros adotados para a categoria, o azeite extravirgem deve apresentar acidez livre de até 0,8%. Para a obtenção do Selo Premium, o critério é ainda mais rigoroso, com exigência de acidez de até 0,3%.

Segundo Obino Filho, diversos azeites gaúchos alcançam índices ainda menores, entre 0,1% e 0,15%. Embora a acidez não seja percebida diretamente pelo paladar, ela é um dos indicadores utilizados na avaliação da qualidade e do cuidado empregado no processamento e na conservação das azeitonas e do azeite. “Quanto mais baixa a acidez, maior é a demonstração de que aquele azeite passou por processos cuidadosos para alcançar um padrão de excelência. O consumidor que adquirir um produto com o selo terá a segurança de estar levando um azeite testado e aprovado”, afirma. (por Gisele flores – gisele@pampa;com.br)

 

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