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Bolsonaro está sem dor abdominal e “quadro pulmonar encontra-se em resolução”, diz boletim médico

Presidente foi internado no dia 27 de janeiro para retirar bolsa de colostomia. (Foto: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) mantém “boa evolução clínica, está sem febre, sem dor abdominal e o quadro pulmonar encontra-se em resolução”, segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (12) pelo Hospital Albert Einstein onde ele está internado desde o dia 27 de janeiro.

De acordo com a equipe médica, exames mostraram que ele está quase curado da pneumonia que foi diagnosticada no último dia 7. “Segue com dieta leve e suplemento nutricional, com boa tolerabilidade. Prossegue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular, alternados a períodos de caminhada. Por ordem médica, as visitas permanecem restritas”, diz o texto.

Na segunda-feira (11), Bolsonoro recebeu alta da unidade de terapia semi-intensiva. Ele teve a nutrição parenteral suspensa com a introdução da dieta leve, sendo mantido o suplemento nutricional.

Cronologia da internação

Segunda-feira (28/1) – Jair Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo. O procedimento terminou após sete horas e ocorreu “com êxito”, segundo informou o Palácio do Planalto. O vice-presidente Hamilton Mourão assumiu a Presidência da República por dois dias.

De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital, a cirurgia foi realizada “sem intercorrências e sem necessidade de transfusão de sangue”. Foi realizada uma “anastomose do íleo com o cólon transverso”, que é a união do intestino delgado com uma parte do intestino grosso. Foram retirados de 20 a 30 centímetros do intestino grosso de Bolsonaro na parte que ligava o intestino delgado à bolsa de colostomia.

Terça-feira (29/1) – Bolsonaro seguiu na UTI do Hospital Albert Einstein após a retirada da bolsa de colostomia. Ele recebeu analgésicos para controle da dor e não apresentou sangramentos ou complicações, ficando sem febre ou sinais de infecção.

Quarta-feira (30/1) – Bolsonaro reassumiu a Presidência da República e passou a despachar de um escritório que foi montado no mesmo andar onde está internado no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.

Quinta-feira (31/1) – O porta-voz da presidência, Otávio do Rêgo Barros, disse que Bolsonaro estava tentando se manter sem falar, mas a recomendação médica era difícil de ser acolhida: “O presidente é difícil, ele está falando já. A despeito do médico dizer para ele ficar calado, ele já está falando”.

Sexta-feira (1º/2) – O boletim médico do dia informou que Bolsonaro teve boa evolução clínica. “Já apresenta sinais de início dos movimentos intestinais”. “Segue com dieta parenteral (endovenosa) exclusiva, sem infecção ou outras complicações. Realiza fisioterapia respiratória e períodos de caminhada fora do quarto. Por ordem médica, o paciente segue com visitas restritas.”

Sábado (2/2) – O presidente teve náuseas e vômito, e os médicos precisaram colocar uma sonda nasogástrica.

Domingo (3/2) – Bolsonaro continuou usando uma sonda nasogástrica aberta, com evolução clínica estável. De acordo com o boletim médico, o presidente ficou sem dor e sem sinais de infecção. Bolsonaro foi submetido a uma tomografia de abdômen que descartou complicações cirúrgicas.

Segunda-feira (4/2) – Bolsonaro teve elevação na temperatura, passou a tomar antibiótico e a alta prevista para quarta-feira (6) foi adiada. O boletim médico informou que o presidente passou a tomar antibióticos e foram realizados novos exames de imagem.

Terça-feira (5/2) – O presidente teve melhora do seu estado de saúde e começou a receber líquido por via oral. Bolsonaro apresentou aumento da movimentação intestinal, o que possibilitou o início de injeção de líquido por via oral.

Quarta-feira (6/2)-  O presidente apresentou quadro clínico estável, sem dor ou febre, com melhora dos exames laboratoriais e de imagem. Ele também voltou a caminhar no corredor do Hospital Albert Einstein.

Quinta-feira (7/2)- Segundo boletim médico, Bolsonaro teve um episódio de febre e uma tomografia no tórax detectou uma pneumonia. Segundo os exames, a pneumonia teve origem bacteriana. Foi acrescentado um novo antibiótico no tratamento do presidente.

Sexta-feira (8/2) – Bolsonaro retirou o dreno colocado no seu abdômen e a sonda nasogástrica. Ele também se alimentou pela primeira vez.

Sábado (9/02) – Bolsonaro começa dieta cremosa e tem melhora nos resultados do raio-x dos pulmões.

Domingo (10/02) – Presidente mantém boa evolução clínica, não tem febre e o quadro pulmonar apresenta melhora significativa.

Segunda (11/02) – Bolsonaro tem alta da unidade semi-intensiva e vai para o quarto.

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