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Cercado de polêmicas, novo filme de Woody Allen tem estreia prevista para dezembro no Brasil

Selena Gomez e Woody Allen nos bastidores do novo filme do diretor. (Foto: Divulgação)

Cercado de polêmicas lá fora, a mais nova produção do diretor Woody Allen, “A Rainy Day in New York” (“Um Dia Chuvoso em Nova York”), ganhou previsão de estreia no Brasil. De acordo com a distribuidora Imagem Filmes, o filme deve chegar aos cinemas brasileiros em 26 de dezembro. Alterações na data, no entanto, ainda podem ser feitas.

Nos Estados Unidos, o lançamento do filme ainda é incerto. Originalmente, a Amazon seria a responsável pela distribuição, mas decidiu engavetar o projeto por causa das acusações de que Allen tinha abusado de sua filha adotiva, Dylan Farrow. Ela afirma ter sido molestada em 1992, quando tinha apenas sete anos. Na época, o caso foi investigado e Allen foi declarado inocente, mas a história ressurgiu em meio aos movimentos Me Too e Time’s Up.

De acordo com a revista americana Variety, a Amazon abriu mão de vez dos direitos de distribuição do longa. Para que ele chegue aos cinemas americanos, Allen terá que encontrar uma nova distribuidora. Três países europeus já garantiram a distribuição do filme: França (pela Contracorriente Films), Itália (Lucky Red) e Alemanha (Filmwelt/NFP).

O contrato de Allen com a Amazon garantia a produção e distribuição de quatro filmes do cineasta, incluindo A Rainy Day in New York. Após o lançamento da comédia ter sido cancelado, Allen entrou com um processo de 68 milhões de dólares contra o estúdio, alegando quebra de contrato. De acordo com o cineasta, a desistência se deu por uma “acusação sem fundamento (de abuso sexual) de 25 anos atrás”.

Após o ressurgimento da acusação de abuso, os atores Timothée Chalamet e Rebecca Hall decidiram doar seus salários para instituições de caridade. O longa ainda conta com Selena Gomez, Jude Law e Elle Fanning no elenco.

Acusado de assédio

A briga entre Mia Farrow e Woody Allen se arrasta desde 1992, quando os dois se separaram, e não tem hora para acabar. Depois de alguns anos em banho-maria, a disputa recrudesceu nos últimos meses, com clara vantagem para o campo de Mia.

Na esteira das denúncias de assédio sexual que abalaram Hollywood, antigas acusações de Dylan, filha adotiva do casal, de repente ganharam crédito. A moça, hoje com 32 anos, diz que o pai teria abusado dela na época da separação, justamente quando ele estava trocando sua mãe por Soon-Yi (que é filha adotiva de Mia com um marido anterior, o maestro André Previn).

A investigação policial feita há mais de duas décadas apontou uma série de furos na história contada por Dylan, então com seis anos de idade. Também era perfeitamente plausível que Mia Farrow, tomada por furioso ciúme, tentasse voltar os filhos contra o próprio pai.

Mas as campanhas MeToo (Eu Também) e Time’s Up (O Tempo Acabou) mudaram o clima cultural. De uma hora para a outra, Woody Allen virou um predador sexual, ainda mais monstruoso que Harvey Weinstein –afinal, sua suposta vítima era uma criança.

Nesse tempo todo, um membro da família desfeita sempre esteve ao lado do pai: Moses, também filho adotivo, hoje com 39 anos. Na semana passada, Moses –que trabalha como terapeuta familiar– publicou em seu blog um texto defendendo Woody Allen.

Foi imediatamente rebatido pelos irmãos Dylan e Ronan –esse último é hoje repórter da rede CNN, e autor de uma série de reportagens investigativas sobre os casos de abuso sexual no mundo do showbiz. Mas o testemunho de Moses merece atenção. O retrato que ele pinta de Mia Farrow é bem diferente do da mãe extremosa e dedicada, que teve quatro filhos biológicos e adotou outros dez, de diferentes culturas.

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